Xerox reúne gestores para debater o Outsourcing

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“Os tempos que vivemos nos últimos anos têm sido muito exigentes e têm apelado ao melhor de nós, enquanto cidadãos, gestores e organizações. Isto tem exigido que as empresas repensem e se foquem naquilo em que assenta verdadeiramente o seu negócio, para se manterem competitivas”, afirmou Pedro Quintela, Diretor geral da Xerox Portugal, na Conferência “Outsourcing: o desafio para o crescimento nas empresas portuguesas” realizada ontem, no Hotel Olissipo Oriente, em Lisboa. “Denota-se que, de um modo geral, o tecido empresarial português tem vindo a apostar na descentralização de vários serviços e na alocação dos mesmos a entidades terceiras (Outsourcing), entidades essas que possuem a especialização de diversas áreas, com equipas e recursos dedicados, experientes e capazes de elevados níveis de eficácia na gestão de processos organizacionais”, conclui.

Facto é que o Outsourcing tem sido considerado uma tendência de negócio e uma das soluções mais procuradas pelas empresas nacionais e internacionais, com vista ao sucesso dos seus negócios. “Em Portugal têm sido instalados vários centros de serviços para o efeito, sobretudo pela mão-de-obra qualificada e com custos competitivos, pela estabilidade do contexto social ou pela flexibilidade na legislação laboral. Neste contexto, segundo a Gartner, o nosso país está pelo 4º ano consecutivo no grupo dos 14 países desenvolvidos líderes na prestação de serviços offshore das TI e Business Process Outsourcing”, reconhece Miguel Barbosa, Adjunto do Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade.

Pedro Quintela

Apesar de reconhecer os benefícios do Outsourcing e o facto de “internacionalmente, Portugal estar no grupo das economias do mundo mais atrativas para fazer negócio, a verdade é que implementar esta solução para agilizar a área da Administração Pública será certamente um longo caminho. Existem problemas estruturais e uma barreira cultural muito politizada em alguns sectores”, confidenciou ainda Miguel Barbosa.

“Mais do que uma medida de redução de custos, o Outsourcing tem-se revelado uma ferramenta poderosa para ajudar as empresas a alcançarem novos níveis de serviço aos clientes. Além disso, tem sido mobilizador da redistribuição da riqueza em Portugal, sendo dos poucos sectores que contribui para a dinâmica económica do país e das organizações”, reconheceu Guilherme Ramos Pereira, Secretário-geral da Associação Portuguesa de Outsourcing.


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