Workshop promove comunicação (mais) inclusiva na internet

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O Instituto Politécnico de Leiria quer promover a cidadania consciente, plena e inclusiva, e dedica o próximo sábado, 13 de abril, à acessibilidade na internet, no âmbito do 2.º Ciclo de Workshops “Saber Mais”. O ciclo de workshops, uma ação IPL(+)INCLUSIVO, pretende, através de exercícios práticos orientados por profissionais das diversas áreas abordadas, introduzir técnicas inclusivas de comunicação em diversos contextos, assim como promover a interação entre pessoas com e sem incapacidades específicas.

O workshop “Introdução à Acessibilidade na Web” decorrerá na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do IPLeiria, entre as 9h30 e as 12h30, e será orientado por Manuela Francisco e Norberto Sousa, membros do Centro de Investigaçao iACT – inclusion & Accessibility in aCTion do IPLeiria. Destina-se a pessoas com ou sem incapacidades, e nele será clarificada o que é, para quem existe e porque existe a acessibilidade na web, quais os princípios básicos do design universal inclusivo, e quais as diretrizes de acessibilidade na web WCAG (Web Content Accessibility Guidelines).

«O objetivo principal destas ações é despertar nas pessoas em geral, e nos profissionais que atuam na definição e design de plataformas online em particular, a consciência e sensibilidade de que é necessário criar materiais inclusivos, tendo em conta que há pessoas diferentes que também têm que ter acesso àquele suporte ou àquela informação, dotando-as de ferramentas para pôr em prática essa mesma missão, neste caso, desenvolvendo conteúdos para a Web que possam ser acedidos e entendidos por pessoas com dificuldades visuais, motoras, etc.», explica Josélia Neves, mentora do Projeto. O workshop é aberto a todos os interessados, sejam profissionais ou estudantes, com ou sem experiência no desenvolvimento de websites, e tem o custo de 20 euros.

Norberto Sousa é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas e formado nas áreas pedagógica e de novas plataformas de aprendizagem. Frequentou ainda formação em linguagem de programação Python e o curso de Interações nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Fez estágio na área das tiflotecnias (tecnologias de apoio para pessoas com deficiência), onde realizou uma pesquisa intensiva sobre jogos e outros softwares acessíveis para pessoas com deficiência visual.

Colaborou na elaboração de manuais de dispositivos tiflotécnicos e deu  formação de informática a crianças cegas. Desenvolve trabalho de consultoria em acessibilidade e validação de sites segundo as regras do W3C, com destaque para a análise dos atuais sites do Banco de Portugal e de outras instituições como o Museu da Batalha. Colabora no portal Lerparaver, no projeto Dosvox (sistema operativo destinado a pessoas com deficiência visual), e é um dos fundadores do ComAcesso, projeto de sensibilização para a acessibilidade. Tem colaborado com o IPLeiria na análise de plataformas e conteúdos digitais, sendo um dos autores do Guia de Produção de Materiais Digitais Acessíveis, produzido pelo IPLeiria no âmbito do projeto europeu EU4ALL.

Manuela Francisco é licenciada em Artes Decorativas e mestrada em Pedagogia do e-Learning pela Universidade Aberta (UA), com a dissertação “Contributos para uma educação online inclusiva: estudo aplicado a casos de cegueira e baixa visão”; encontrando-se em doutoramento em Educação, especialidade Educação a Distância e e-Learning, na UA. Desempenha funções de Designer Instrucional, técnica de acessibilidade e e-tutora na Unidade de Ensino a Distância do IPLeiria; e colabora com a UA, enquanto tutora na unidade curricular Educação e Internet da licenciatura em Educação, e enquanto e-formadora, tendo criado o curso Introdução à Acessibilidade nos Ambientes Virtuais. Nos últimos anos lecionou informática na licenciatura de Design de Interiores, na Escola Superior de Artes Decorativas (ESAD-FRESS).

Desde 2007 tem vindo a desenvolver projetos individuais e institucionais na área da acessibilidade e inclusão na web, trabalhando em particular com pessoas com incapacidade visual, que englobam a problemática em torno dos conteúdos digitais, na sua usabilidade, acessibilidade, pedagogia, eficácia e pertinência para todos. Todos os trabalhos contemplam testes e validação com recurso às tecnologias de apoio, de modo a promover a autonomia e a preservação da identidade dos estudantes/utilizadores. Manuela Francisco é ainda autora de algumas publicações na área da acessibilidade e inclusão na web, centrando o seu interesse de investigação na relação da neuropsicologia com a descrição universal da imagem, e nos diversos formatos que a imagem pode assumir.


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Patricia Fonseca

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