The Weather Company e IBM colaboram para melhorar a previsão de eventos meteorológicos em zonas mais carenciadas

A The Weather Company, uma empresa IBM, vai reforçar uma das maiores plataformas de IoT (Internet das Coisas) do mundo de modo e fornecer importantes dados meteorológicos a milhões de pessoas em áreas economicamente mais frágeis. Com alterações climáticas e eventos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes, os governos e empresas estão à procura de informações suplementares para uma maior prevenção e preparação para desastres iminentes.

Entre 2010 e 2015, eventos climáticos severos causaram mais de 100 mil milhões de euros em danos materiais só nos  EUA, onde existem sistemas de alerta inovadores. Mais preocupante ainda é o facto de em 70 países não existirem sistemas robustos de alerta, expondo os cidadãos a desastres potencialmente fatais. Numa escala global, o Banco Mundial relata que, ao longo dos últimos 30 anos, as catástrofes naturais levaram à morte de 2,5 milhões de pessoas e a perdas de mais de 4 biliões de euros.

Para enfrentar esses desafios, em 2001, a Weather Underground (WU), uma subsidiária da The Weather Company, desenvolveu uma rede de estações meteorológicas pessoais. Com mais de 200.000 estações em 195 países, esta rede permite fornecer localmente previsões meteorológicas a milhões de pessoas em todo o mundo, com uma precisão sem precedentes. Cada estação é equipada com múltiplos sensores para a deteção de pressão barométrica, humidade, temperatura, velocidade e direção do vento, entre outros fatores – o que leva a previsões mais precisas e avançadas, que podem também ajudar governos e comunidades a melhor antecipar e agir sobre as condições meteorológicas.

Para melhorar a disponibilidade desses dados, a Weather Underground vai fornecer 100 novas estações meteorológicas onde poderão ser mais benéficas, tendo por base a densidade populacional, a rede de Internet, a falta de infraestruturas e a exposição a eventos climáticos severos. Com este critério e como parte do programa filantrópico Smarter Cities Challenge da IBM, Santiago, no Chile, e Vizag, na Índia, estarão entre as primeiras cidades do programa a receber as estações meteorológicas.

Estas estações vão ajudar os líderes das cidades e os cidadãos a melhor preparar e responder a situações de emergência, incluindo desastres naturais, tais como cheias, deslizamentos de terra, secas e calor extremo. Como a rede é alargada a essas áreas, as informações recolhidas irão aumentar a das infraestruturas oficiais, e, combinadas, ajudarão as comunidades a tomar medidas para garantir a segurança durante um evento meteorológico mais adverso.

“Estamos empenhados em continuar a melhorar e a sermos mais precisos nas previsões meteorológicas que fazemos, e ao trabalhar com entidades nacionais procuramos ajudar todas os cidadãos do mundo com a informação que precisam para estarem seguros e preparados face ao clima. Com as constantes alterações climáticas, a nossa missão será cada vez mais crítica”, disse Mary Glackin, head of science & forecast operation, The Weather Company.

Ajudar áreas carenciadas com previsões meteorológicas através do IBM Watson

Uma vez que a esta rede de sensores está interligada com a plataforma Watson IoT, os investigadores podem tirar partido do poder da computação cognitiva do IBM Watson para desenvolver novos sistemas e aplicações em áreas como a agricultura de precisão (por exemplo, irrigação otimizada, adubação, controlo de pragas), destinadas aos mercados emergentes e em desenvolvimento, proporcionando assim soluções que possam potenciar o crescimento da indústria e uma melhor gestão dos recursos críticos.

Com este fim, a Weather Underground está a trabalhar com o Observatório Hidrometeorológico Transafricano (TAHMO) para implantar mais de 300 novas estações meteorológicas no Quénia, na Nigéria, no Uganda e noutros países africanos, em estreita cooperação com as agências nacionais de meteorologia. Cada uma destas estações vai ter uma localização estratégica para ajudar as comunidades mais carenciadas, com dados meteorológicos precisos e em tempo real. Estima-se que os dados recolhidos venham permitir melhorar a gestão dos recursos agrícolas e da irrigação, bem como fornecer novas informações importantes para serviços como a aviação, energia, seguros entre outros setores.

Por outro lado, a instalação destas estações meteorológicas em locais remotos poderá significar uma oportunidade única para os cientistas, com a ajuda da tecnologia Watson IoT da IBM, irem além dos modelos atmosféricos atuais e conhecidos – permitindo que os meteorologistas possam potencialmente descobrir novos padrões preditivos.

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