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Schneider Electric e IDC Portugal promovem estudo nacional sobre Centros de Dados

A Schneider Electric e a IDC Portugal lançam um estudo – que contou com a participação de mais de 100 empresas – sobre os desafios da Transformação Digital e as principais tendências de evolução dos Centros de Dados em Portugal.

Com a rápida difusão da Internet, muitos fornecedores de serviços e muitas startups construíram grandes Centros de Dados que hoje representam mais de 30% das suas instalações. Em 2010, por exemplo, representavam apenas 10% do total de instalações a nível mundial. A este propósito, a IDC estima que, em 2020, representem mais de 50% do espaço total dessas instalações a nível mundial – um crescimento estimado que ilustra bem a elevada pressão de que os Centros de Dados serão alvo nos próximos anos.

A esse cenário, junta-se o facto de mais de 60% das empresas nacionais anteverem que a procura por Centro de Dados vá aumentar nos próximos meses, sendo que, desse valor, cerca de 28% prevê que vá aumentar significativamente. Em linha com as informações recolhidas está também a necessidade de investimento, com 57% das empresas portuguesas a afirmarem que as suas despesas com Centros de Dados vai aumentar nos próximos 5 anos.

Segundo João Rodrigues, Country Manager da Schneider Electric “a IoT e a Transformação Digital estão a colocar uma enorme pressão nas Infraestruturas dos Centros de Dados, que hoje necessitam de ser rapidamente adaptadas às necessidades de computação. Questões como a latência e a segurança dos dados devem ser encaradas pelas organizações como pontos-chave na sua competitividade. No mercado global em que vivemos, estes temas ganham cada vez maior relevância e levam-nos a discutir modelos alternativos, sendo que, a esse respeito, os Micro Datacenters estão na linha da frente em termos eficácia de resposta.”

Adicionalmente, outra das conclusões do estudo está relacionada com o funcionamento das infraestruturas. A este propósito, o estudo aponta que 40% dos problemas estão relacionados com questões de latência, 47% com inatividade de falha nos sistemas, 36% com largura de banda insuficiente e 28% com erros humanos. Em média, o tempo de resposta das organizações nacionais aos incidentes varia entre 15 minutos a 6 horas.

Segundo Gabriel Coimbra, Diretor Geral da IDC: “As tecnologias de informação (TI) e os Centros de Dados estão no meio de uma mudança estrutural significativa, na qual os Centros de Dados se afirmam como a fonte de computação ‘on-demand’, de capacidade de armazenamento e o maior repositório de dados. O objetivo deste estudo, para além de perceber quais as tendências desta tecnologia em Portugal, pretende perceber se as organizações possuem o conhecimento, o capital e o compromisso para desenhar, construir e operar este tipo de Centros de Dados.

Com diversos fatores externos a impactar os Centros de Dados, a IDC identificou ainda algumas das tendências que vão afetar as decisões das empresas nos próximos anos. A organização avança que, por exemplo, em 2018, 40% das organizações vão enfrentar incompatibilidades nas instalações e obsolescência na infraestrutura e que 8% dos novos Centros de Dados vão ser alimentados por energias “verdes”. Nesse mesmo ano, os fornecedores de serviços de cloud computing, mobilidade e IoT vão ser proprietários ou explorar cerca de 30% dos ativos de TI nas localizações periféricas e nos Micro Datacenters.

A organização avança também que a curto prazo, ainda no ano de 2017, os fornecedores de infraestruturas hiper-escaláveis vão ampliar a computação e armazenamento a instalações regionais para endereçar receios sobre a soberania dos dados – um tema que ganhará ainda mais atenção por parte das empresas e Estados.

Com a evolução da economia digital, o sucesso das organizações depende cada vez mais da utilização efetiva das tecnologias para suportar o negócio e alcançar novas fontes de diferenciação competitiva. Desta forma, entende-se que os Centros de Dados vão permanecer o principal ativo da infraestrutura corporativa no decorrer dos próximos anos.


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