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Leak Business

Receitas da Indra cresceram 5% em 2014

Patricia Fonseca

Publicado a

Em 2014, as vendas totais da Indra alcançaram 2.938 M€, o que representa um crescimento de 5% em moeda local e de 1% sobre os valores reportados (em euros).

Por áreas geográficas, destaca-se o comportamento da América Latina, que cresceu 10% em moeda local, tal como a Europa e América do Norte, com um crescimento de 7% em moeda local. Espanha (que representa 39% do total), depois de quatro anos de queda, tem um comportamento estável.

Em moeda local, todos os mercados verticais crescem: Serviços Financeiros aumentam 9%; Administrações Públicas e Saúde, 7%; Transporte e Tráfico, 5%; Segurança e Defesa, 3%; Energia e Indústria, 3% e Telecomunicações e Media, 2%.

A contratação cresce 4% em moeda local e dois dígitos na América Latina e na AMEA e também nos mercados verticais de Transporte e Tráfego, Serviços Financeiros e Administrações Públicas e Saúde. Este aumento na contratação elevou a carteira de pedidos até 3.473 M€ (+3% em moeda local), equivalente a 1,2 vezes as vendas dos últimos 12 meses.

O EBIT recorrente situou-se nos 6,9% sendo que o resultado líquido excluindo os dos efeitos não recorrentes anteriormente mencionados teria atingido os 104 M€.

Durante 2014, a evolução do negócio da Indra foi influenciada pela deterioração da conjuntura macroeconómica nas economias exportadoras de matérias-primas, pelo efeito da desvalorização das moedas da América Latina e pelas pressões nos preços e aumento de custos de implementação de alguns projetos. Todos estes fatores intensificaram os seus efeitos no último trimestre do ano.

No quarto trimestre, na sequência de uma profunda revisão, foram registados efeitos não recorrentes devidos a atrasos, por recalendarizações e cancelamentos de programas, assim como alterações em estimativas de alguns projetos, ativos intangíveis, fundos de comércio e imparidades de créditos fiscais que se viram particularmente impactados pelas tendências de negócio anteriormente descritas. Estes efeitos não recorrentes atingiram um valor bruto antes de impostos de 313M€ e o impacto total no Resultado Líquido Atribuível foi de 196 M€.

Os principais efeitos não recorrentes são: 231M€ correspondentes a provisões, imparidades e sobrecustos em projetos motivados por atrasos, recandelarizações e cancelamentos de programas, assim como alterações nas estimativas resultantes de factos ou situações litigiosas ocorridas na última parte do ano de 2014 e no início de 2015; 19M€ por depreciação de ativos intangíveis, já que após os testes anuais se concluiu que a recuperação comercial de alguns investimentos evoluirá de forma mais lenta do que o esperado; 21M€ são devidos ao teste de deterioração de fundos de comércio que aconselham reduzir o fundo de comércio do Brasil em 17M€ e da Indra Business Consulting em 4M€; 19M€ devido a imparidades de créditos fiscais no Brasil; 17M€ associados a ajustamentos de eficiência e ao plano de otimização de recursos.

Após o impacto negativo destes efeitos, o resultado líquido do exercício é de -92 M€.

O cash-flow livre gerado ascendeu a 47 M€, mais 23 M€ que em 2013, em termos comparáveis, e abaixo dos objetivos do exercício.

A dívida líquida situou-se em 663 M€ face aos 622 M€ no fecho de 2013, o que representa um nível de alavancagem de 2,5 vezes o EBITDA.

Em finais de Junho, a Indra organizará o Dia do Investidor, com investidores institucionais e analistas para salientar as linhas estratégicas da empresa, assim como os planos de ação e indicações financeiras a médio prazo.

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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