Portugal é o quarto país da Europa com maior índice de furto

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Portugal apresentou uma taxa de furto de 1,18% em 2013, mantendo-se entre os países com menor índice de furto. Esta é uma das principais conclusões do Barómetro Global do Furto em Retalho 2012-2013, um estudo elaborado por The Smart Cube e o analista Ernie Deyle com a colaboração da Checkpoint Systems, provedora de soluções para a gestão da perda desconhecida.

A média mundial da perda desconhecida no sector retalhista situou-se nos 1,29%, 0,11 pontos percentuais acima da média nacional. Estes valores representam um total de perdas mundiais de 128,51 mil milhões de dólares em todo o mundo, e 614 mil milhões em Portugal.

Os valores da perda em território nacional ficam, essencialmente, a dever-se ao furto em loja (50%), às perdas administrativas (28,7%), ao furto por trabalhadores desonestos (17%) e, por fim, 4,3% das perdas devem-se às fraudes originadas pelos fornecedores do retalho português.

Em comparação com a restante Europa, Portugal é ultrapassado em perdas por países como a Finlândia, a Espanha, a Holanda e a Rússia, sendo que é a Noruega o país com menor furto em todo o mundo, apresentando uma taxa de furto de 0,83%.

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Os artigos que mais são furtados nas lojas portuguesas acabam por ser acessórios de moda, ferramentas eléctricas, acessórios de telemóveis, vinhos e bebidas espirituosas e produtos de maquilhagem, mantendo a tendência não só europeia, mas também mundial.

Grandes armazéns, joalharias e relojoarias e os armazéns grossistas são, por isso, as lojas que apresentam um maior índice de perda.

Estas perdas devem-se a quatro factores essenciais, sendo que em Portugal se destaca, claramente, o furto em loja, que representa 50% das perdas efectivas.

 

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Uma situação que aporta custos quer para a economia nacional quer para a economia dos indivíduos.
Em Portugal, esta situação faz com que a delinquência custe a cada cidadão 89 dólares por pessoa, representando 1,0 mil milhões de dólares ao ano em todo o país.

 

 

fig3

Como forma de minimizar estas perdas, a gestão de stocks e as soluções de segurança assumem um papel preponderante para os retalhistas.

Neste sentido, o tempo perdido em contagem de stocks é de 39 minutos por empregado por turno de 8 horas em Portugal, um valor bem acima da média europeia, que se situa nos 34,6 minutos – a mais baixa média mundial – uma situação que não só representa perdas custos de pessoal, mas também em custos de gestão de stock.

De forma a reduzir o impacto do tempo perdido com a gestão dos stocks, os retalhistas apostam em sistemas de segurança que permitam libertar os funcionários de trabalho de controlo do furto, como sejam, uma maior atenção a potenciais furtadores. Assim sendo, as práticas de prevenção e soluções antifurto mais comuns em toda a Europa são as antenas, as etiquetas e etiquetas duras EAS(Electronic Article Surveilance), os keepers e similares, e manter os artigos em armários e prateleiras que não permitem o manuseamento dos artigos.

Mundial
A nível mundial, em 2013 o custo da perda desconhecida em termos globais do sector diminuir de 1,36% para 1,29%, o que representa 128,51 mil milhões de dólares.
Esta diminuição é atribuível a uma crescente focalização em métodos de prevenção de perda e a discreta melhoria económica a nível mundial e, sobretudo, na América do Norte.

Por zonas, Europa (1,13%) apresenta um menor índice de perda desconhecida, enquanto que na América do Norte (1,48%), a incidência desta problemática é maior. Por países, o México (1,7%), a China (1,53%) e Estados Unidos (1,48%) são os países que sofrem mais perdas, enquanto que a Noruega (0,83%), o Japão (0,97%) e o Reino Unido (0.97%) fecham a classificação.
O furto interno e o furto externo, que representam 67% da perda desconhecida a nível mundial, são o problema mais forte que enfrentam os retalhistas de todo o mundo. Na América Latina, a fraude de provedores, que equivale a 31%, também constitui um motivo de preocupação importante.

De acordo com o The Smart Cube, “este estudo oferece descrições detalhadas das causas da perda desconhecida e ajuda os retalhistas a eleger as formas mais eficazes de enfrentar este problema. Do nosso estudo surgem um número considerável de boas práticas”.

“Estamos orgulhosos de apoiar esta investigação estatística mundial no seu décimo-terceiro ano de existência”, junta Mariano Tudela, Vice-Presidente de Vendas da Checkpoint na Europa, Médio Oriente e África de Checkpoint Systems. “O nosso desejo é que os retalhistas possam aprender mais sobre as causas da perda e trabalhem com os seus provedores e colaboradores com o objectivo de criar programas conjuntos para reduzir os custos de contratação associados.”


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Patricia Fonseca

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