Entrevista Pedro Varela: Business Manager da Embly

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O Embly é um produto que promete automatizar todos os eventos e facilitar o trabalho que o organizador tem no planeamento e execução do mesmo. A Leak esteve à conversa com Pedro Varela, Business Manager da Embly que nos falou das principais mais valias do Embly, da importância da gestão de eventos e da Internet das Coisas.

Patrícia Fonseca – Como nasceu o Embly?

Pedro Varela – O Embly é o primeiro produto criado pela Bliss Applications. Para contextualizar, a Bliss Applications é uma empresa portuguesa criada em 2009, líder no desenvolvimento de software para dispositivos móveis. Acompanhando a evolução do seu negócio, no último trimestre de 2014 foi criada uma spin-off e o Embly surgiu. Este é fruto do know- how adquirido no desenvolvimento de aplicações móveis para festivais de música como o Rock in Rio, Paredes de Coura, Vodafone Mexefest Lisboa e Porto e Optimus Alive, e da importância atribuída à componente digital para os seus promotores e visitantes. Desta forma, é possível automatizar os processos nos eventos, bem como facilitar o trabalho que o organizador tem no planeamento e execução do mesmo, ao mesmo tempo que permite o enriquecimento da experiência de interação no decurso da iniciativa para o participante.

P.F. –  Porque motivo é tão importante a gestão de eventos?

P.V. – Para a gestão e organização de qualquer evento, tipicamente, consideram-se 3 etapas: a anterior ao evento, em que se analisam e se tomam as decisões que irão definir a forma como este se irá processar, incluindo decisões de investimento tecnológico de suporte à gestão, como é o caso que aqui estamos a abordar; o decorrer da iniciativa (os dias do evento) e, por último, a etapa pós-evento.

Em todas elas há um conjunto de operações que quase sempre, se bem executadas, são invisíveis para os participantes. Estas vão desde o registo à credenciação no evento, passando pela comunicação com o participante, as ações durante o evento, a avaliação da satisfação e o relatório de tudo o que passou. Para quem organiza um evento, a informação que é necessária gerir, todos estes processos devem ser simplificados e, se possível, transparentes e de fácilutilização. Um exemplo simples é o da credenciação no dia do evento, a qual deve ser um processo simples e rápido.

No caso do Embly, procurámos, através de uma aplicação móvel e uma impressora sem fios, minimizar ao máximo a duração e complexidade do processo. Não há papel, nem caneta, nem folhas de Excel e não se perdem registos. Para quem faz esta gestão, existe ainda um importante fator positivo adicional, uma vez que as equipas presentes e responsáveis por este processo têm uma curva de aprendizagem quase imediata, o que simplifica fortemente a gestão de quem organiza.

Um outro aspeto importante a ter em consideração para quem gere um evento prende- se com a gestão da interação com os patrocinadores. Com o Embly, o organizador consegue proporcionar-lhe uma clara mais valia, uma vez que é possível que estes tenham, de forma simples, ainda mais visibilidade no evento e em diversos formatos: em televisões com conteúdo específico, ou utilizando beacons para mensagens personalizadas, entre outras ações.
Por fim, os organizadores têm acesso, no final do evento, a um conjunto de dados que lhes permite perceber o que correu bem, e o que não foi de encontro às expetativas e, com base nessa informação, melhorar futuras iniciativas.

P.F. – A aceitação tem sido boa em todos os países onde se encontram presentes?

P.V. – Sim, muito boa, estamos presentes em Portugal, Brasil e EUA e em todos os casos rapidamente o organizador percebe a nossa capacidade tecnológica para dar resposta aos seus requisitos bem como a relevância do nosso suporte na fase crítica do mesmo, entre o registo e o envio de inquérito de satisfação.

P.F. – De todas as funcionalidades presentes no Embly, quais são as mais diferenciadoras, comparativamente a outras aplicações do género?

P.V. – A rapidez com que disponibilizamos para um cliente a nossa solução total. Hoje em dia, num curto espaço de 2 a 3 dias, dependendo dos conteúdos do organizador, é possível ter o Embly como solução end-to-end num evento, facilitando a vida ao organizador.

Como somos responsáveis pelo desenvolvimento do produto, com equipa própria, algo que também nos diferencia é a capacidade de adicionar funcionalidades específicas para um cliente num determinado evento de forma clara e a um custo aceitável.

Por último, destacaria o conhecimento que temos de como colocar a tecnologia mais adequada ao serviço de uma eficaz gestão de eventos. Isto porque já são quase 3 anos a desenvolver soluções personalizadas para as mais diversas tipologias de eventos, ou seja diria mesmo que comunicamos na mesma linguagem.

P.F. – Segundo a Embly 2016 foi o ano da integração das apps com a Internet das coisas. Que novas tendências irá trazer a segunda metade de 2017? E 2018?

P.V. – A Internet das Coisas ainda não é uma realidade muito presente nesta área, pelo menos de forma direta. Diria que a partir do segundo semestre deste ano, e de forma crescente, teremos cada vez mais organizadores de eventos preocupados com a interação entre os participantes/oradores recorrendo a meios digitais. Hoje em dia, com a nossa solução, tudo é muito prático, desde as questões on-line que se podem colocar a um orador através da aplicação móvel até ao envio de alertas gerais ou personalizados, inquéritos online que podem ser visualizados em tempo real num evento, o feed social que permite partilha de fotos e comentários ou o muito utilizado chat (1 para 1) entre os participantes. Todas estas opções permitem que a presença num evento em que o Embly seja a solução ajuda a que este seja mais interativo e participativo.

Para 2018 e anos mais próximos, antevejo que venha a acontecer uma maior monetização dos eventos recorrendo a estas plataformas, principalmente para captar mais patrocinadores, ajudando assim a diminuir o investimento inicial nas plataformas utilizadas. Já começamos a disponibilizar aos organizadores ferramentas que permitem captar mais patrocinadores e que proporcionem a estes uma presença mais próxima dos participantes, e vamos continuar a apostar nessa via.

P.F. – Como imaginam os eventos daqui a uma década?

P.V. – Não é fácil fazer previsões a 10 anos, especialmente quando o mundo avança de forma tão rápida e imprevisível, mas algumas das coisas que gostaria de ver acontecer nos próximos tempos incluem a utilização do RFID (identificação por rádio frequência) para entrada nos eventos (e até a própria interação durante o dia do evento), uma maior utilização dos wearables, desde os relógios a novos dispositivos, como os Google Home/Alexa da Amazon e a realidade virtual para eventos em diferentes localizações em simultâneo, proporcionando uma experiência imersiva do participante, transportando-o para todos os locais do evento.


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Patricia Fonseca

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