Parcerias internacionais Portugal-EUA querem avançar para terceira fase a partir de 2017

10384
0
Share:

Os programas CMU Portugal, MIT Portugal e UT Austin Portugal, financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), juntaram-se numa Conferência que reuniu em Portugal, pela primeira vez, alguns dos principais representantes das três universidades americanas, congéneres Portugueses, empreendedores, investigadores, alunos e antigos alunos. Organizada em parceria com a UTEN Portugal, a Conferência “Fostering Science & Innovation Ecosystems: Portugal-USA Partnerships”, teve lugar no final de maio, em Lisboa e contou com a presença da Presidente da FCT, Maria Arménia Carrondo. Depois de um dia e meio de evento, as mensagens-chave centraram-se no reforço da internacionalização, no fortalecimento da colaboração entre academia e empresas, e na criação de sinergias entre as parcerias.

“A preparação da terceira fase das parcerias é algo que está a ser pensado, também de forma colaborativa e contando naturalmente com o apoio das entidades responsáveis. O caminho percorrido trouxe resultados muito para além dos esperados, pelo que a qualidade e o impacto demonstrados neste encontro são algo que todos devemos capitalizar para o futuro”, afirma José Manuel Mendonça, diretor científico da UTEN Portugal, entidade coorganizadora do evento.

Nas palavras dos responsáveis internacionais – representantes da CMU, MIT e UT Austin – o futuro destas parcerias é algo “incontornável”, na medida em que conseguiram criar massa crítica nos países envolvidos, captar talento e construir um ecossistema de ciência e inovação que se destaca pelo forte espírito colaborativo e pela relação de confiança estabelecida, não só entre as pessoas, mas também entre as organizações envolvidas.

Com a presença de mais de 250 participantes, a Conferência permitiu expor e debater o impacto das parcerias a diferentes níveis: Educação, Investigação e Inovação. “Hoje temos uma rede internacional com mais de mil professores e investigadores, 1.500 estudantes e 300 empresas”, refere Paulo Ferrão, director nacional do Programa MIT Portugal. Por outro lado, Fernando Santana, director nacional do Programa UT Austin Portugal, salienta “a importância das parcerias para a ciência e para os cientistas portugueses decorrente do significativo aumento do respectivo impato e reconhecimento internacionais”.

Marco Bravo, diretor na Universidade do Texas do Programa UT Austin Portugal, salienta: “Esta Conferência constitui um marco fundamental no programa de parcerias internacionais da FCT com estas três universidades Americanas, que pela primeira vez se juntaram para partilhar melhores práticas e resultados alcançados. Hoje celebramos os múltiplos sucessos alcançados nos três programas e testemunhamos o longo caminho percorrido desde 2007. A ciência Portuguesa é hoje reconhecida internacionalmente muito graças a estas parcerias e o retorno do investimento feito pelo Governo Português está claramente patente através de diversas métricas hoje apresentadas, nomeadamente o elevado número de projectos de investigação conjunta, bem como os mais de 60 milhões de dólares de impato económico direto registados por um dos programas de aceleração de empresas tecnológicas Portuguesas em mercados globais. Estamos hoje em condições de planear em conjunto a próxima fase do programa, aprendendo com o passado e olhando para o futuro de Portugal”.

Foto 2Neste contexto, destacam-se as palavras da presidente da FCT, Maria Arménia Carrondo, relativas aos bons resultados das parcerias internacionais, assumindo a inovação em Portugal como elemento gerador de valor para a economia e para a sociedade em geral. “O esforço conjunto das parcerias irá certamente atingir os objetivos propostos, e demonstrar aos decisores e às restantes comunidades de investigação de que forma as parcerias estão a promover a ciência e a inovação, não só em todo o país mas também a nível internacional”, afirmou.

A apresentação de projetos de investigação que geraram startups, o desenvolvimento de parcerias que levaram estudantes portugueses às grandes multinacionais, a partilha de experiências e know-how que levou à criação de novos produtos e inovação tecnológica envolvendo parceiros empresariais, ou as ferramentas vocacionadas para o apoio ao empreendedorismo e internacionalização, foram alguns dos tópicos centrais do debate.

“Uma das principais conclusões deste evento é que o investimento nas parcerias deve ser contínuo, procurando acompanhar as necessidades inerentes ao ecossistema de ciência e inovação já construído, para que possamos também realizar plenamente o impacto económico e social destas iniciativas”, refere João Claro, diretor nacional do Programa CMU Portugal.

A fechar o evento, Pedro Carneiro, vice-presidente da FCT, salientou ainda que “teremos muitos mais resultados até ao final da segunda fase das parcerias (em 2017)”, reforçando a pertinência da Conferência, na medida em que permitiu debater várias questões relativamente ao futuro e à forma como poderá vir a ser estruturada uma terceira fase dos programas CMU Portugal, MIT Portugal e UT Austin Portugal.

A sessão foi acompanhada por uma exposição de resultados de algumas das iniciativas mais emblemáticas desenvolvidas no âmbito dos três programas e que demonstram o impacto do processo colaborativo entre as instituições portuguesas e as universidades americanas.

Este evento foi a primeira iniciativa conjunta das parcerias – CMU Portugal, MIT Portugal e UT Austin Portugal –, em parceria com a UTEN Portugal, financiadas pela FCT com o apoio do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e que se prevê repetir no futuro.


Share:
Patricia Fonseca

Deixe o seu comentário