Opinião Mind Source: Enterprise Mobility

15136
0
Share:

Quem hoje em dia não tem um smartphone ou mesmo um tablet? A sociedade assim o impõe e o fenómeno das aplicações mobile veio para ficar. Todos os dias somos inundados com notícias acerca das melhores aplicações para os diversos dispositivos, pesquisamos por soluções para os nossos problemas e tentamos encontrar nas stores as apps dos nossos prestadores de serviços.
Igualmente atentas estão as organizações, sempre a delinear estratégias para angariar novos clientes e, mais importante, manter satisfeitos os atuais. Assim, numa economia atualmente em recessão, surge um desafio para a gestão: fazer bem ao menor custo possível.

Coloca-se então o desafio para as consultoras: qual a melhor estratégia para responder a este desafio? Atualmente existem três abordagens diferentes ao desenvolvimento aplicacional para dispositivos móveis: Nativo, Web e Híbrido.

São consideradas nativas as aplicações desenvolvidas para um determinado dispositivo, por exemplo, Android ou iOS. A Web é muito mais do que sites otimizados para visualização em dispositivos móveis. E no campo das híbridas entram as que são uma mistura de ambos (aplicações web disponibilizadas como apps e com acesso a componentes nativos dos dispositivos).
Neste âmbito as aplicações web não serão um fator a considerar, devido à facilidade de disponibilizar a custos muitos reduzidos versões ‘mobile-friendly’ dos sites já fornecidos pelas diversas organizações.

Porquê Nativo?

Se a estratégia da organização for disponibilizar aplicações em que um dos fatores críticos é a performance, aplicações nativas são a solução. O nativo torna-se obrigatório na indústria dos jogos. Outro exemplo da utilização deste tipo aplica-se quando o pretendido são apps apenas disponíveis offline. E quando se pretende salvaguardar na íntegra o look & feel do sistema operativo em si, então as apps nativas têm uma larga vantagem sobre as restantes soluções.

Porquê Híbrido?

Quando o pretendido é ter uma aplicação passível de ser disponibilizada com o mesmo look & feel para os diferentes dispositivos, então as aplicações hibridas levam vantagem. Os custos de desenvolvimento e de manutenção para apps hibridas, em que o intuito é uma distribuição multiplataforma, são muito menores do que a alternativa. O paradigma de desenvolver uma vez e disponibilizar para todos reduz drasticamente o custo de desenvolvimento, mas reduz de uma forma ainda mais significativa os custos de manutenção. O tempo de desenvolvimento e manutenção é igualmente menor, permitindo assim disponibilizar mais funcionalidades num curto espaço de tempo, bem como a disponibilizar novas versões de uma forma mais ágil.

Em 2012 foi efetuado um questionário a nível mundial em que 3.500 programadores, CIOs e CTO’s foram convidados a partilhar a sua preferência no que diz respeito a esta realidade. 94% dos inquiridos admitiu que iria seguir uma estratégia de desenvolvimento aplicacional híbrido (http://www.kendoui.com/surveys/html5-native-debate-is-over.aspx). Mesmo certos clientes que tinham apostado numa primeira fase em aplicações nativas (devido em parte à tendência de mercado) começam agora a olhar para a solução hibrida de uma outra forma. A redução de custos, principalmente de manutenção, e a fiabilidade da solução entregue, oferece todas as garantias de sucesso, ao mesmo tempo que alivia a contabilidade da empresa.

Por outro lado, uma uniformização do look & feel leva a um maior grau de confiança no processo de testes de certificação das apps antes da sua disponibilização para o cliente final. A nível organizacional, existem necessidades que fazem pender a decisão para soluções híbridas. A necessidade de disponibilizar funcionalidades num curto período de tempo, a forma ágil como o negócio se altera, o fenómeno de ‘traga o seu próprio dispositivo’ (BYOD – Bring Your Own Device) e a integração com serviços já existentes de uma forma simples são alguns exemplos mais flagrantes.
O maior desafio passa por conseguir passar a mensagem ao cliente de qual a melhor solução para o seu negócio. Não existe à partida uma resposta correta. Esta depende sempre da estratégia de negócio e da necessidade do mesmo.


Share:

Deixe o seu comentário