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Opinião: DCIM resolve o dilema de servidores físicos em ambientes virtualizados

À medida que o volume de dados processados está cada vez menos dependente de um determinado servidor físico, torna-se fundamental para a maioria dos profissionais de TI, desde os CIO’s aos líderes de projeto, conseguir assegurar a capacidade de computação suficiente para responder aos requisitos dos negócios de hoje.

É sabido que as cargas de TI, principalmente em Centros de Dados altamente virtualizados e na cloud, podem variar tanto no tempo como no espaço. Desta forma, para assegurar a disponibilidade num sistema deste tipo, é absolutamente fulcral uma monitorização contínua do nível de potência nos racks, bem como do estado do equipamento de arrefecimento.

Acontece que, os profissionais responsáveis pelas instalações que alimentam e arrefecem os servidores físicos, apesar de terem visibilidade sobre os servidores, assegurando que estão devidamente alimentados, protegidos, arrefecidos e acondicionados, estão eles próprios fisicamente afastados do equipamento. Assim, existe uma certa apreensão quanto à sua autonomia e capacidade para efetivamente operar estes equipamentos.

Essencialmente, a virtualização converte os servidores de TI físicos para um ambiente virtual, o qual necessita ser monitorizado, analisado e gerido. Assim, e como se trata de uma capacidade física, faz todo o sentido que sejam geridos pelas pessoas que monitorizam todos os aspectos físicos do Centro de Dados – o gestor do Centro de Dados.

De facto, esta visão mais progressiva das operações de Centros de Dados já é adotada por vários clientes. E caso, como tudo indica, se torne um conceito com um favorável nível de adesão, é provável que, no futuro, o departamento de TI transfira a gestão dos servidores físicos para os operadores das instalações.

É fulcral, então, estar atento às potencialidades do DCIM (Data Center Infrastructure Management). O software DCIM proporciona uma visão completa da saúde de um Centro de Dados e uma das suas áreas de funcionalidade consiste, justamente, na proteção das máquinas virtuais. A sua habilidade de correlacionar potência, arrefecimento e recursos de espaço para servidores individuais, significa que as ferramentas DCIM podem, de uma forma proativa, identificar e resolver problemas na infraestrutura física com o mínimo de intervenção humana.

Assim, se existir uma falha de energia ao nível dos racks ou se uma ventoinha de arrefecimento deixar de funcionar, o supervisor de máquinas virtuais é notificado e pode, de imediato, mover as máquinas virtuais “em risco” para um rack saudável dentro do Centro de Dados. Este processo pode desenrolar-se de forma automatizada e sem necessidade de intervenção do staff.

Torna-se deste modo indispensável assegurar a capacidade de antecipar ameaças e a mudança de aplicações para um ambiente mais disponível em tempo real. O mercado depende cada vez mais destas funcionalidades, onde, graças ao software DCIM, os melhores candidatos para responder com a qualidade e rapidez necessária serão aqueles que já possuem responsabilidade pelas operações de Centros de Dados e não pelas operações de TI. Pode-se assim antecipar que esta transição se trate, portanto, do próximo grande passo no universo da gestão de TI , enquanto a melhor solução para lidar com servidores físicos em ambientes virtualizados.


João Rodrigues

João Rodrigues

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