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Opinião: Business Intelligence e Business Analytics – duas faces da mesma moeda

O Business Intelligence, tal como o Business Analytics, são ferramentas que estão pensadas para ajudar as organizações a conhecerem o seu negócio. Conhecer o desempenho do negócio e prever a sua evolução são aspetos fundamentais para uma tomada de decisão informada.

O modelo tradicional de business intelligence é frequentemente associado ao fornecimento de dashboards para os executivos das organizações e a mecanismos de reporting que permitam monitorizar os pressupostos e métricas essenciais de desempenho identificados no planeamento. Os dashboards constituem uma ferramenta extremamente útil pela capacidade de agregação da informação e criação de um mecanismo de alerta quando algum dos indicadores definidos se altera de forma significativa, nomeadamente por questões ligadas à regulação e conformidade. Neste caso, um ambiente de thin-client é suficiente para a transmissão e atuação sobre esta informação, particularmente útil para situações de mobilidade. Mas é comum que seja necessária uma capacidade analítica desta mesma informação, isto é, a capacidade de, partindo da informação agregada, olhar para o detalhe de cada um dos dados disponíveis, para uma análise mais fina. Este é o espaço de atuação natural das ferramentas de Business Analytics, essencial para gestores operacionais nas organizações, sejam estes gestores de produto, diretores comerciais ou de marketing. Estes gestores operacionais necessitam de uma aplicação cliente rica, que suporte a interatividade e na qual tenham a capacidade de encontrar as respostas para as suas dúvidas sem necessidade de pedir apoio ao responsável de informática.

Estes profissionais necessitam de ser capazes de iterar diferentes cenários possíveis ou responder de forma célere a problemas imprevistos, algo a que os relatórios tradicionais de Business Intelligence não conseguem responder da melhor forma, e para o qual muitas vezes se recorre a uma folha de cálculo, o que habitualmente não permite integrar novamente a informação trabalhada. Os dados de BI estão tipicamente em cubos OLAP, para que se possa fazer o respetivo drill-down. Para o processamento analítico, é essencial ir diretamente à fonte de dados na base de dados, uma vez que os dados essenciais podem não estar no cubo por não terem sido solicitados quando da sua definição.

Como podemos então caracterizar uma organização com capacidades analíticas? Fazendo uma análise a dois níveis, sendo que no primeiro diríamos que a analítica permite ciclos de planeamento mais rápidos e proativos, pela capacidade de iteração. Este é um espaço de eleição para os responsáveis de planeamento, que podem assim agir muito mais rapidamente sobre as situações, podendo transferir recursos para áreas de melhor desempenho com o objetivo de ser primeiro no mercado. Em segundo lugar, uma organização deste género terá uma maior agilidade, pela capacidade de reação num período muito rápido a mudanças no Mercado.

O ponto fundamental a reter é que a analítica proporciona aos gestores informações que lhes permitem atuar de forma mais ágil e eficiente para transformar a organização, potenciando a informação de execução do negócio disponibilizada pelas soluções de Business Intelligence.

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