Opinião: A Inovação é a chave para a evolução do armazenamento

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É do conhecimento geral que o segmento das soluções de armazenamento não demonstra, de todo, os índices de adopção característicos de uma indústria que prima pela rápida evolução. No entanto, não existem motivos para alarme, pois no que concerne o armazenamento, os níveis de adopção são mais lentos do que em qualquer outro sector.

Uma justificação viável para este fenómeno prende-se com a dificuldade inerente à migração de dados: falamos de centenas de TB que precisam de ser transferidos de uma infra-estrutura para outra, no menor tempo possível, para prevenir os custos e perdas que uma tal migração representa para uma empresa. É necessário, assim, inovar os processos existentes.

Numa indústria onde a inovação é lugar-comum, a tarefa revela-se difícil. Não nos esqueçamos que existem arquitecturas e protocolos de armazenamento baseado em DAS (Direct Attached Storage), NAS (Network Attached Storage), SAN (Storage Area Network) e até em Unified Storage (SAN + NAS), pelo que as opções são variadas e cada uma traz uma potencial solução.

Mesmo assim, a solução pode passar pela aposta em serviços de armazenamento baseado na Cloud. Porém, não no sentido actual do Cloud Computing, pois muitos serviços e aplicações movem-se de um lado para o outro relativamente depressa, ficando os dados no mesmo local. Ou seja, torna-se bastante difícil encontrar uma forma coerente de armazenar a informação.

É precisamente nesse ponto que se torna absolutamente fulcral incrementar mais eficiência, com protocolos abertos e adoptados de forma ampla pela indústria. Faz parte destes casos a tecnologia Software Defined Storage, que oferece aos utilizadores uma definição dos requisitos de armazenamento, respondendo, de forma eficaz, às necessidades das empresas do meio no que concerne a consolidação, serviços partilhados e virtualização de recursos de armazenamento.

O passo seguinte será, então, apostar numa arquitectura de Software Defined Data Center. As vantagens são por demais evidentes: ganhos de eficiência e escalabilidade, funcionamento de operações cíclicas sem interrupção das operações existentes, simplificação, automatização e incremento de produtividade proporcional à diminuição de custos de TI.

Numa indústria onde, para além da inovação, a premissa do mais rápido impera, serão os pioneiros desta tecnologia a ditar os destinos do armazenamento nos próximos tempos – pelo menos, até à próxima inovação.

Javier Martinez

NetApp Iberia | Technical Manager


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