Omniflow conquista prémio da Fundação Altran

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A start up portuguesa Omniflow venceu no dia 27 de novembro, o prémio da Fundação Altran para a inovação em Portugal, através do projeto com o mesmo nome, que consiste numa turbina omnidirecional, que capta em todas as direções o vento e o sol, permitindo produzir energia através do vento ou da luz solar e de ambos em simultâneo, através de processo combinado, para consumo próprio ou microgeração ao alimentar a rede elétrica. A ideia vencedora permite reduzir, em média, 80% o valor da fatura elétrica doméstica numa casa tradicional ou 100% numa casa inteligente.

O autor do projeto e fundador da empresa é Pedro Ruão, 35 anos, engenheiro de materiais licenciado pela faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – FEUP. No mercado desde setembro, a empresa sedeada no Porto e com clientes quase 100% estrangeiros provenientes do Brasil, Estados Unidos da América e França, mantém a aposta nos mercados externos, nomeadamente, nos emergentes de África, América Latina, e China, sublinhando a importância do apoio da multinacional francesa Altran para a expansão da marca.

« Temos todo o interesse e entusiasmo em continuar a apostar em inovadores de research e desenvolver ideias no âmbito da engenharia, dando oportunidade a todos! A inovação é o aspeto diferenciador que podemos aportar aos clientes como verdadeira mais valia. Nos últimos dez anos, Portugal tem demonstrado que temos muito bons investigadores no país. Contudo, é também fundamental pensar na investigação adaptada às necessidades do mercado e na Altran tentamos ajudar neste processo, através da nossa consultoria especializada. Como multinacional que somos, apoiamos igualmente muito a internacionalização das boas ideias e respetivos autores e, inclusive, ao nível do nosso canal de vendas, de modo a que estas start ups cheguem a novos mercados », explica a diretora de inovação da Altran Portugal, Maria da Luz Penedos.

O sistema omnidirecional do Omniflow permite a instalação em locais urbanos, telhados de prédios sem causar problemas de ruído, vibrações, nem efeito pisca-pisca, e pode também ser instalado ao nível térreo, através de um mastro mais elevado em áreas com boas condições de vento. A turbina permite transformar o poder do vento e do sol em corrente elétrica para abastecimento de casas, escritórios, edifícios ou como posto de carregamento para dispositivos elétricos como, por exemplo, veículos. Produz baixa emissão de ruído e é um instrumento ‘amigo’ dos pássaros, sendo que todos estes fatores contribuem para a redução da pegada ecológica.

No total, a Altran Portugal recebeu 20 candidaturas ao Prémio, dedicado ao tema ‘Inovar por um mundo mais sustentável’, tendo o júri elegido quatro finalistas e selecionado um vencedor, que ganhou seis meses de apoio dos especialistas da Altran para desenvolver o projeto. Vai igualmente participar na competição internacional, em Paris, cuja final está prevista para o início do próximo ano, permitindo-lhe alargar a sua rede de contactos.

Fizeram parte do júri: Eng.º Alberto Barbosa – administrador da EFACEC; Eng.º Ângelo Ramalho – presidente da Alstom Portugal; Dr. Bernard Chantrelle – Presidente da CCILF ; Eng.º João Araújo – presidente da Thales Portugal ; Dr. Gonçalo Moreira Rato – Secretário-geral da Associação portuguesa de Business Angels – APBA, e aqui como presidente do júri; e o Eng.º Luís de Matos – fundador da start up IS2you e vencedor do prémio em 2012.


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