OMD aponta as principais tendências para 2014

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A OMD destaca, num estudo agora divulgado, as 14 maiores tendências que em 2014 irão afectar os consumidores, os fornecedores e os canais de media, de forma a dar a conhecer ao mercado os principais desenvolvimentos culturais e ajudar na identificação de novas oportunidades de comunicação.

A agência global de meios identificou as principais tendências a considerar no presente e futuro da comunicação, tendo por base o paradigma de consumo saído da crise económica e financeira que nos últimos anos atingiu o mundo ocidental.

No que respeita ao mercado português, são de destacar cinco tendências que as empresas têm de ter em atenção se quiserem ter sucesso no que respeita às suas campanhas de marketing e publicidade.

Uma das principais tendências identificadas neste estudo é o surgimento de um consumidor cada vez mais mobile, um consumidor que, fruto da revolução tecnológica e social em marcha, tem a necessidade de estar permanentemente conectado, em qualquer lugar e em todos os momentos. Uma nova realidade que obrigará as marcas a construir uma relação mais intuitiva com o seu público dentro do ecossistema digital, sendo que o principal desafio passa por sincronizar-se com a psicologia e percurso complexo do consumidor sem ser intrusivo nas suas tarefas. Deverá haver uma evolução do “como” e “onde” as marcas vão comunicar para que se tornem parte integrante dos estilos de vida dos seus consumidores. 

Ao nível das plataformas, o futuro vai passar por uma abordagem omni-canal, onde todas as plataformas deverão trabalhar em conjunto proporcionando aos consumidores uma experiência de compra imersiva, consistente e transversal. Tanto no online como no offline, o objectivo é criar uma experiência única e de referência desde a criação de buzz, estímulo da curiosidade e impulso consumista até à melhor experiência de compra, que se espera gratificante e com impacto na recomendação/partilha/influência. Criar o processo de compra “all-in-one” deverá ser o principal desafio para os players do sector

O domínio do second screen será igualmente imperativo para as marcas, de forma a criar experiências cruzadas e multitasking que façam um upgrade da relação emocional através da conversação e interacção em torno dos conteúdos da marca. Os media devem ser pensados como pontos de encontro e as marcas deverão equacionar como escolhem os media com base nas relações mais personalizadas que estes conseguem construir com os consumidores e não apenas tendo em conta o respectivo papel ao longo do processo de compra.

Com cerca de 90% das interacções de media baseadas em écrans, os consumidores movem-se entre estes simultaneamente para conseguir o que pretendem. A explosão de smartphones e tablets é o principal potenciador de diferentes formas de consumir media: desde o media meshing (utilização de múltiplas plataformas para melhorar a experiência de media através da interacção ou comunicação com o conteúdo que estão a ver) até ao media stacking (utilização de múltiplas plataformas para desenvolver um conjunto de tarefas não relacionadas enquanto vêem TV). Compreender o papel que cada écran desempenha é determinante para o sucesso da estratégia de comunicação de qualquer marca

Neste contexto, a criação de conteúdos que sejam curtos, interessantes e partilháveis é determinante para garantir níveis mais elevados de interacção por parte dos consumidores, assim como a maior partilha através das suas redes de amigos. O desafio para as marcas é tirar partido da tendência actual de co-criação e geração de informação por parte dos consumidores e fornecer ingredientes/conteúdos que sejam fáceis de adaptar, melhorar e partilhar sem que se tornem intrusivos ou excessivamente comerciais.

Por último, mas não menos importante, a nova prioridade do consumidor é o desconto, o que sugere uma nova oportunidade para desenvolver diferentes abordagens por parte das marcas que garantam maior eficácia junto do consumidor. A procura crescente pelo best deal (mais no conceito de compra inteligente, do que comprar o mais barato) é uma realidade cada vez mais visível e transversal a diferentes sectores de actividade. É, portanto, expectável que as marcas garantam a maximização do “share of wallet” criando novos atributos de valor, e reforçando a comunicação focada em benefícios emocionais (ao invés dos funcionais).

Outras tendências identificadas:

– consumidor é quem controla;

– espírito empreendedor tornou-se dominante;

– maior foco na transparência e funcionalidade da comida que compramos e consumimos;

– a polarização do luxo;

– redescoberta da espontaneidade;

– força disruptiva dos mercados emergentes;

– colaborações exclusivas entre grandes marcas;

– consumidores esperam mais da sua experiência de consumo;

– mudança na dinâmica das famílias.


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