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Número de ataques do RoughTed e Fireball cai em julho

A Check Point revelou que o número de empresas afetadas pela campanha de malvertising (publicidade fraudulenta) RoughTed caiu mais de um terço em julho, dos 28% para os 18% das empresas atacadas a nível mundial, de acordo com o último Índice de Impacto de Ameaças Globais do fabricante de segurança.

O RoughTed é um malware utilizado para redirecionar as suas vítimas para websites maliciosos e burlá-las ou fazê-las descarregar adware, exploit kits e ransomware. Apesar da queda nas suas infeções, continuou a ser a ameaça mais frequente em julho. O Hacker Defender, um rootkit de utilizador que afeta o Windows, subiu, por seu turno, para a segunda posição, tendo afetado 5% das empresas de todo o mundo.

O índice também revela uma forte diminuição na prevalência do Fireball, que caiu para o terceiro posto do ranking. Em julho afetou 4,5% das empresas, contra os 20% de há apenas dois meses, altura da detenção dos seus supostos distribuidores.

Top 3 do malware em Portugal durante o mês de julho de 2017

Estas foram as ameaças mais comuns detetadas em Portugal durante o mês de julho:

  1. RoughTed – Malvertising de grande escala utilizado para lançar vários websites maliciosos e por em marcha scams, adware, exploit kits e ransomware. Pode ser utilizado também para atacar qualquer tipo de plataforma e sistema operativo e conta com funcionalidades que evitam que deixe rasto ou seja bloqueado, garantindo assim que o ataque é bem-sucedido.
  2. Fireball – Sequestra o motor de busca, convertendo-o num descarregador de malware de alto rendimento. É capaz de executar qualquer código nos equipamentos das vítimas, resultando numa ampla variedade amplia de ações, desde o roubo de credenciais ao download de malware adicional.
  3. Conficker – Worm que atua contra computadores com Windows. Explora as vulnerabilidades do sistema operativo e lança ataques contra as passwords do utilizador para permitir a sua propagação enquanto forma uma botnet. A infeção permite ao atacante aceder aos dados pessoais dos utilizadores, como a sua informação bancária, os números dos seus cartões de crédito e as suas passwords. Propaga-se através de websites como Facebook e Skype.

Top 3 do malware móvel mundial: 

  1. The TruthSpy – Spyware móvel que se instala de forma sigilosa. É usado para rastrear o dispositivo infetado e roubar os seus dados.
  2. Lotoor – Ferramenta de hacking que explora vulnerabilidades no sistema operativo Android para obter privilégios de root nos dispositivos infetados.
  3. Triada – Backdoor modular para Android. Confere privilégios de superutilizador ao malware descarregado e ajuda-o a penetrar nos processos do sistema. O Triada também redireciona para websites maliciosos.

Bruno Fonseca

Bruno Fonseca

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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