NEC desenvolve tecnologia IoT para responder a mudanças e desastres ambientais

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A NEC Corporation anunciou o desenvolvimento de uma “tecnologia de controlo autónoma e adaptativa”, que tem por base a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), para permitir a alocação dinâmica de recursos em resposta a mudanças ambientais e desastres imprevistos.

Os sistemas de gestão de infraestrutura social que utilizam IoT, enfrentam uma série de condições imprevistas como intempéries, desastres e acidentes. Neste contexto, é extremamente complicado definir um conjunto de regras efetivas que assegurem eficazmente o melhor funcionamento possível destes sistemas, quando expostos a ambientes muito incertos.

Para garantir que a infraestrutura social consiga responder eficazmente a eventos imprevisíveis, a NEC desenvolveu uma tecnologia de controlo adaptativa e autónoma, inspirada nos processos de adaptação utilizados pelos organismos vivos, para responder a mudanças ambientais. Um dos pontos fortes desta tecnologia é a sua capacidade de realizar um controlo de otimização dinâmica, exclusivamente com base em índices prescritos para determinadas variáveis, como eficiência, conforto e segurança. Tudo isto é possível sem que seja necessária a predefinição de regras de controlo rigorosas para a adaptação.

A NEC testou esta tecnologia numa simulação, em tempo-real, que tinha como objetivo perceber qual a melhor estratégia de alocação de táxis para responder à procura dos clientes. Com esta simulação, foi possível incrementar o numero de clientes servidos em mais de 10%. Em testes de gestão energética, realizados em escritórios e residências, o uso desta tecnologia conduziu a uma poupança energética de aproximadamente 10%, sem sacrificar o nível de conforto dos residentes.

“Além de ajudar os sistemas a gerirem de forma mais eficiente o equilíbrio entre a oferta e a procura de serviços de táxi, e a melhorar a eficiência em termos de consumo energético nos sistemas de gestão de energia, esta tecnologia pode ainda dar uma ajuda numa série de outras aplicações, nomeadamente em termos de uma resposta mais ágil a súbitos aumentos de pedidos de transporte na área da logística, à alocação eficiente de vigilantes em serviços de segurança publica e à gestão de congestionamentos em zonas superpovoadas. No futuro, a NEC irá trabalhar no desenvolvimento de tecnologias de atuação (controle e orientação) com base em big data”, disse Motoo Nishihara, General Manager, Cloud System Research Laboratories, NEC Corporation.

Entre as principais características desta nova tecnologia destaca-se:

Uma abordagem assimptótica para alcançar um estado ótimo global, sem que seja necessária a predefinição de regras de controlo, mesmo em ambientes com elevado grau de incerteza. A NEC desenvolveu um método único (algoritmo) que divide todo um sistema em subsistemas, permitindo que cada um deles controle, de forma dinâmica e autónoma, as suas próprias operações. Este método atribui índices individuais a cada subsistema, com base nas metas de controlo de todo o sistema, e estipula as regras e as operações com base numa comparação dos índices individuais entre os subsistemas. Isto permite uma otimização e um melhoramento da eficiência de todo o sistema, sem que exista a necessidade de predefinir regras de controlo.

Adaptação em tempo real de sistemas de grande escala a mudanças ambientais. Cálculos distribuídos por cada subsistema, que utilizam apenas informações localizadas, permitem a simplificação das operações de computação. Ao contrário dos métodos que realizam cálculos intensivos com base em toda a informação do sistema, esta tecnologia torna possível a execução constante de operações ótimas em intervalos de tempo curtos, bem como a resposta em tempo-real a mudanças ambientais inesperadas, mesmo para sistemas de larga escala que integram um grande número de dispositivos.

Alta tolerância a falhas em resposta às deficiências de dados da IoT e a falhas no sistema.

Apesar da ocorrência de falhas de dados ou de ou deficiências em alguns subsistemas, o sistema global pode continuar a funcionar no seu melhor estado operacional usando apenas os subsistemas que estão a funcionar normalmente. Ou seja, possui um elevado nível de tolerância a falhas para permitir operações contínuas e suportar a ocorrência de falhas imprevistas em algumas partes do sistema.


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Patricia Fonseca

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