Mulheres são mais activas do que os homens nas aquisições online

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As mulheres são mais activas do que os homens nas aquisições online e o preço é um dos factores críticos de sucesso mais valorizado pelos consumidores, no processo de selecção de bens e serviços neste canal, relativamente aos locais tradicionais de compra. Estas são algumas das principais conclusões do estudo “Digital Shopper Relevancy”, desenvolvido pela Capgemini, que procura definir perfis de consumidores digitais e respectivos comportamentos.

“Estamos a assistir a uma alteração dos hábitos dos consumidores que já não são fiéis, apenas, a um canal digital, mas procuram a melhor experiência proporcionada pela combinação de vários elementos. Embora esperem uma experiência integrada, o estudo da Capgemini revela que as marcas não estão a conseguir responder a essa necessidade. É uma informação importante a reter pelas empresas a actuar neste universo, a que se associa o facto da estratégia de abordagem ao mercado não poder ser a mesma para todos os públicos e produtos. A segmentação é crucial”, explica Vanessa Loureiro, Manager da Capgemini Portugal.

O estudo conclui, ainda, que tem vindo a aumentar a utilização dos canais digitais para a aquisição de bens entre a população mais sénior. Esta faixa etária despende mais tempo a consultar blogs e redes sociais na procura de informações e recomendações sobre produtos e serviços. Por outro lado, os países com maior número de “shopaholics” (pessoas viciadas em compras online) são o Brasil, a Índia, a China, o México e a Turquia.

O consumidor digital pode ser segmentado em vários perfis, de acordo com variáveis demográficas, geopolíticas e geoeconómicas, e a respectiva relação com a tecnologia. O “Digital Shopper Relevancy” identifica seis perfis: Conservadores (raramente compram online e têm a taxa de utilização mais baixa de aplicações móveis), Ocasionais (recorrem à compra online de forma pouco frequente), Negociantes (muito sensíveis ao preço, compram online sobretudo para conseguir ofertas mais baratas), Racionais (optam principalmente por produtos de moda e electrónica), Digitais (utilizadores activos de smartphones e dispositivos disponíveis no interior das lojas) e Sócio-Digitais (compram menos online em todas as categorias de produtos, excepto na electrónica).

Os comportamentos e atitudes dos consumidores digitais permitem estruturar o processo de compra em várias etapas: na primeira fase, awareness, toma-se consciência da existência do produto ou do serviço; segue-se o conhecimento e a selecção do mesmo; a terceira etapa consiste na transacção, seguida da entrega. O processo termina com o serviço pós-venda.

Os hábitos de consumo têm sofrido diversas alterações nos últimos anos. À medida que surgem novos canais de oferta e aquisição, os consumidores tornam-se mais exigentes. A Internet, com as suas múltiplas ofertas, é um dos canais privilegiados para a aquisição de bens e serviços, tendo vindo a integrar, progressivamente, as várias fases do processo de compra. O estudo Digital Shopper Relevancy revela que não existe um estereótipo de comprador digital, mas sim vários. Uma conclusão que permite às empresas adaptar o canal e a abordagem feita aos consumidores de uma forma diferenciada em função das necessidades específicas e perfil do público-alvo.


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