Monitores: Por que é que maior é melhor

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O uso de um computador é atualmente um requisito obrigatório da maioria das profissões. Apesar dos benefícios da tecnologia nas soluções de PC desktop, a verdade é que como solução completa de secretária este modelo nem sempre oferece um ambiente de trabalho confortável e produtivo. O problema está na dimensão dos ecrãs. Um monitor mais pequeno coloca desafios de produtividade (1) aos trabalhadores que, para compensarem a falta de espaço útil de trabalho, complementam a tecnologia com as antigas ferramentas de anotações. Num ambiente multitask, o tempo perdido a gerir as aplicações no ecrã e as notas na secretária compromete a produtividade.

Ecrãs de grande dimensão e com resolução elevada são forte tendência

A ideia de que os ecrãs de maior dimensão e com resoluções mais altas melhoram a produtividade é refletida nos volumes de vendas.

Em 2010, a dimensão média de um ecrã rondava as 17” (2). Em 2012, subiu para as 21”. Atualmente, o número de ecrãs com 23” representa já cerca de um terço do mercado sendo a mais comum entre as 23,6” e as 24” (3). A IDC prevê que a distribuição de ecrãs com 32” vai liderar a tabela de vendas nos próximos anos (4). De acordo com os mais recentes estudos da EU, no terceiro trimestre de 2014, os ecrãs de grande dimensão representaram a maior fatia em termos de distribuição (5).

A acompanhar este aumento da dimensão do ecrã, está também um aumento da resolução. Nos EUA os ecrãs com uma resolução acima dos 2000 dpis deverão representar cerca de 8% das vendas este ano. Em 2013, esta percentagem (6) era de 3%.

Por que é que mais espaço melhora a produtividade?

Ter um ecrã mais espaçoso ajuda as pessoas a serem mais produtivas. As tarefas de rotina são realizadas de forma mais eficiente: um ecrã com mais espaço permite às pessoas criar, gerir e visualizar mais janelas em simultâneo (7).

Isto não significa necessariamente mais eficiência ou produtividade. Na verdade, quanto maior for a taxa de ocupação do ecrã, menor é a capacidade de concentração numa tarefa. No entanto, um ecrã maior incentiva os utilizadores a criarem áreas de trabalho. Estudos concluíram que os utilizadores colocam a tarefa mais importante no centro do ecrã, reservando o restante espaço para a organização e consulta de tarefas relacionadas (8).

Caixa: Um ecrã de maior dimensão pode substituir uma configuração de dois monitores

Um ecrã de maior dimensão, com um rácio de 21:9 numa resolução alta, oferece vantagens para os profissionais que têm que trabalhar com documentos em simultâneo.

Um ecrã grande e de alta resolução – 34” com rácio de 21:9 pode ser o que necessita. É equivalente, em visualização da informação, a dois ecrãs de 24 polegadas, ocupando menos espaço na mesa, economizando energia e eliminando a distração na gestão de dois ecrãs.

O formato de 21:9 permite dividir o espaço em múltiplas zonas. Os utilizadores podem manter a sua tarefa principal na área de 16:9 e usufruir do restante espaço para outras aplicações.

“Os ecrãs de alta resolução integram-se totalmente na forma como as pessoas realmente trabalham”

Assim, o benefício de um ecrã de maior dimensão não está tanto na execução mais rápida das tarefas rotineiras, mas na ajuda aos profissionais com tarefas especializadas que necessitam de trabalhar simultaneamente com informação e conteúdos de fontes distintas.

As distrações são o verdadeiro anátema para a produtividade. Estima-se que um trabalhador de escritório seja interrompido a cada 4 a 11 minutos, com um alerta de email, um telefonema ou um lembrete pop-up. As interrupções afastam a atenção da tarefa em mãos e num ecrã pequeno, estas exigências podem comprometer a tarefa original que é sobreposta por outras janelas e trabalhos. Neste ambiente, o utilizador está mais propenso a esquecer o que estava a fazer (9). Com ecrãs de maior dimensão as pessoas regressam mais rapidamente à tarefa original (10).

Mais espaço no ecrã com formatos de ecrã mais largos

O formato – relação entre a largura e a altura do ecrã – também está a evoluir e determina a área de visualização disponível no ecrã. Um modelo de 24 polegadas com um rácio de 16:10 oferece uma maior área de visualização que um ecrã com um formato de 16:9. Já um ecrã com 21:9 – um formato mais amplo do que o Full HD padrão e com a resolução mais comum usada em ecrãs de uso profissional e doméstico – disponibiliza um modo de visualização panorâmica. Isto permite aos utilizadores executar várias aplicações lado a lado ou arrumar as aplicações principais no centro do ecrã.

Por que é que uma maior resolução pode fazer a diferença

O aumento do tamanho do ecrã cria uma maior área de visualização e de trabalho, mas esta dimensão seria ineficaz sem um igual aumento da resolução do ecrã que significa mais pixéis no ecrã e mais detalhes.

Com a dimensão dos ecrãs em crescimento para aplicações especializadas, aumenta também a procura por tecnologias que oferecem uma maior resolução e densidade de pixéis. O Quad High Definition (QHD) e o Wide Quad High Definition (WQHD) oferecem uma resolução de 2560×1440 pixéis por polegada, um valor quatro vezes superior ao formato standard de vídeo 720p HDTV. A maior parte dos computadores portáteis disponibiliza já uma resolução QHD. É importante que os monitores acompanhem esta tendência para que os utilizadores de notebooks possam usufruir da mesma resolução de imagem num ecrã externo.

Atualmente, o topo em termos de resolução pertence à tecnologia Ultra High Definition (UHD). Com 3840×2160 pixéis a também chamada resolução 4K, oferece quatro vezes mais pixéis por polegada num ecrã que o Full HD (1920×1080) e garante quatro vezes mais nitidez. Este ano, os ecrãs UHD representaram 4% do mercado, mas em 2017 este valor deverá subir para os 18%, mantendo um forte crescimento (11).

A densidade de pixéis oferecida pelas tecnologias UHD, QHD e WQHD, garantem aos profissionais em áreas do design gráfico, CAD e arquitetura uma maior resolução especialmente útil para edição precisa de pixéis.

À procura de maior produtividade

As empresas estão a perceber as vantagens que os ecrãs mais espaçosos e de alta resolução oferecem ao nível da eficiência e da produtividade. Em vez de obrigarem os profissionais a um compromisso face à forma como organizam o seu espaço, enfrentam os desafios criativos e colaboram com os outros, os ecrãs de maior dimensão e alta resolução integram-se totalmente na forma como as pessoas realmente trabalham.

(1) Andrews, Christopher, Endert, Alex, e North, Chris, 2010, ‘Space to think: large high resolution displays for sensemaking’

(2) Retirado de: http://www.statista.com/statistics/216680/lcd-monitors-in-the-us-by-screen-size

(3) CONTEXT Data Q3 2014

(4) International Data Corporation (IDC),Worldwide Quarterly PC Monitor Tracker, publicado em Q1 2013

(5) CONTEXT Data Q3 2014

(6) NPD DisplaySearch High Resolution FPD Market and Technology Report 2014

(7) Czerwinski et al., 2003, Toward Characterizing the Productivity Benefits of Very Large Displays

(8) Andrews et al.

(9) Czerwinski et al

(10) Xiaojun Bi, Ravin Balakrishnan, Comparing usage of a large high-resolution display to single or dual desktop displays for daily work (2009)

(11) NPD DisplaySearch High Resolution FPD Market and Technology Report 2014 “High-resolution displays fit in with the way people actually work”


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Agustín de los Frailes

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