Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior entrega Prémio Científico IBM 2015 a investigador da FCT NOVA

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O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, presidiu hoje à Cerimónia de Entrega do Prémio Científico IBM 2015, que distinguiu Matthias Knorr, de 35 anos, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, pelo trabalho “Raciocínio Eficiente combinando Regras Não-Monótonas e Ontologias para a Web Semântica”.

A cerimónia teve lugar na FCT NOVA, e distinguiu o melhor trabalho de investigação referente ao ano de 2015 a concurso na área das Ciências da Computação e Tecnologias de Informação. Recorde-se que o júri, presidido pelo Professor Carlos Salema, esteve reunido no passado mês de maio, tendo sido anunciado o vencedor no final do mesmo mês.

Manuel Heitor destacou durante a sessão que “a evolução do Prémio Científico IBM ao longo dos últimos 26 anos está bem associada à capacitação cientifica e tecnológica de Portugal e à sua articulação com a formação avançada no ensino superior, assim como à afirmação internacional do nosso ensino superior e dos nossos investigadores”.

“A diversidade e profundidade dos temas premiados mostram bem a necessidade de continuarmos a investir em ciências básicas e na sua contínua interação com o desenvolvimento tecnológico. E essa interação complexa entre ciência e tecnologia precisa de mais formação, mais esforço individual e coletivo, devendo ser reconhecido o elevado impacto do nosso desenvolvimento cientifico na afirmação e reconhecimento das nossas instituições de ensino superior e na sua relação com as empresas. Mas os desafios societais e científicos continuam a crescer e só os podemos compreender e enfrentar com mais conhecimento e mais partilha desse conhecimento, garantindo a abertura do acesso ao conhecimento e a dados”, sublinhou ainda o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Também o Presidente da IBM Portugal, António Raposo de Lima, frisou que este galardão tem procurado “premiar jovens investigadores num compromisso claro de apoiar a investigação em Portugal e contribuir para o desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras, que procurem responder aos desafios atuais e futuros da nossa sociedade”.

“Temos também com este prémio comprovado que Portugal oferece o que de melhor existe na Europa e mesmo no Mundo. No que se refere a projetos de investigação, mas não só”, reforçou António Raposo de Lima. “Sem dúvida, o nosso país reúne condições únicas para estar na linha da frente. De tal forma que a IBM escolheu uma vez mais Portugal para investir num novo centro de competências, indo inaugurar no próximo dia 8 de novembro o centro de Viseu, passando a ter no nosso país 6 centros a prestar serviços para clientes nacionais e internacionais, promovendo sempre a articulação entre o mundo académico e empresarial numa promoção de talentos locais”.

Este ano, o júri reconheceu a investigação de Matthias Knorr que visa dar mais um passo na área da inteligência artificial e da Web Semântica, através da utilização inteligente de informação estruturada e distribuída pela Web, capacitando os sistemas com um vasto conhecimento sobre o mundo. Como resultado, procurou-se desenvolver uma ferramenta que permitisse o raciocínio sobre várias bases de conhecimento de forma eficiente, tendo em conta os grandes volumes de informação e conhecimento disponíveis nos nossos dias.

“É uma honra para mim receber o Prémio Científico IBM e poder desta forma contribuir para a disseminação do trabalho de investigação que desenvolvemos, aumentando o seu impacto. Este prémio é um reconhecimento, mas também um incentivo para o trabalho futuro, sendo um marco a destacar no CV de qualquer investigador de informática”, referiu o vencedor do Prémio Científico IBM 2015.

Este ano, foi ainda atribuída uma Menção Honrosa ao trabalho “Modelos Computacionais para Simular Cenários Clínicos: Parto Vaginal”, da investigadora Dulce Alves de Oliveira, de 30 anos, do INEGI Porto.

“É muito gratificante sentir que um painel de avaliação tão representativo cientificamente valoriza o trabalho que estamos a desenvolver. É de uma honra enorme. Dá-nos uma motivação extra para continuar por este caminho da investigação. Este reconhecimento poderá permitir atrair jovens interessados na investigação científica, particularmente nesta área da engenharia aplicada à saúde, e assim contribuir para melhorar a saúde e bem estar da mulher”, concluiu a investigadora.

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Patricia Fonseca

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