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Microsoft lança acelerador para a Transformação Digital das organizações portuguesas

Com o objetivo de acelerar a transformação digital das organizações portuguesas, a Microsoft Portugal, em conjunto com a IDC, propõem-se a avaliar os níveis de maturidade digital dos seus clientes em Portugal e ajuda-los na definição de planos que lhes permitam evoluir para os estágios seguintes.

Para as companhias interessadas em acompanhar a mudança deste paradigma, a Microsoft oferece uma ferramenta de assessment online que, com apenas 25 questões, faz uma comparação com o panorama atual do mercado nacional e a sua indústria. As empresas têm depois acesso a um conjunto de recomendações sobre as alterações que devem implementar para avançar no processo de Transformação Digital.

Em articulação com a IDC, as organizações podem ainda participar em workshops gratuitos, de duas horas, que oferecem uma avaliação aprofundada dos resultados da análise feita e definição dos próximos passos, tendo em conta as prioridades de negócio, áreas de inovação e prioridades de IT. No relatório final, as empresas recebem propostas de iniciativas relevantes para ultrapassar o gap que as separa da concorrência, nas áreas de Liderança, Omni-experiência, Contratação de Talentos, Modelo Operacional e Gestão de Informação.

Pretende-se com esta iniciativa contribuir de forma proactiva para que até 2018, 50% das empresas portuguesas com mais de 250 colaboradores estejam nos três níveis mais avançados de transformação digital e que até 2020 este número cresça para 68%.

Em termos do reposicionamento tecnológico da economia nacional, é urgente este movimento uma vez que, segundo os dados da IDC, Portugal está abaixo das médias europeia e norte-americana. Segundo a World Economic Forum trata-se da 4ª revolução industrial e é imperativo que as organizações a abracem para garantirem a Transformação Digital nas suas organizações.

Realidade Vs Ambição

“No atual contexto económico global, a transformação para o Digital assume-se, não como um indicador acessório de modernidade, mas como um fator essencial e crítico para a competitividade e sustentabilidade futura das empresas portuguesas. Num mundo em que os clientes estão cada vez mais exigentes, informados e conscientes dos benefícios da economia digital, a pressão para que os produtos, serviços e modelos de relacionamento das empresas acompanhem esta tendência, acentua-se de forma exponencial, determinando em grande escala o sucesso ou insucesso dos respetivos modelos futuros de negócio. Precisamos nesse sentido de estimular e promover um novo paradigma de liderança que não se limite apenas a reconhecer a importância da Transformação Digital, mas que a assuma como fator essencial e urgente da estratégia de crescimento e diferenciação, fazendo dela uma prioridade absoluta nos planos estratégicos de investimento e inovação.”, defende Alexandre Pinho, diretor da área de Grandes Empresas e Serviços da Microsoft Portugal.

As principais indústrias globais estão focadas neste processo: as 10 maiores investiram este ano, a nível global, cerca de 141 mil milhões de euros na transformação digital das organizações (fonte: IDC, PAC, Gartner, Markets and Markets, MGI analysis).

Além das rápidas mudanças tecnológicas, as empresas terão de lidar com perturbações geopolíticas, económicas e ambientais. A transformação digital é uma forma de criar empresas “anti-fragilidade” que podem não só sobreviver a tais perturbações, como também prosperar, como defende Gabriel Coimbra, Country Manager da IDC Portugal.

“Há muito mais na transformação digital para além da tecnologia. É um processo contínuo através do qual as empresas se adaptam e apresentam mudanças inovadoras aos seus clientes, ao mesmo tempo que melhoram a eficácia operacional e o seu desempenho organizacional. A IDC acredita que as organizações ou aderem à transformação digital e prosperam, ou falham nesta matéria e terão dificuldades em sobreviver”, considera o responsável.

A maioria das grandes empresas enquadra-se nos três níveis intermédios de Digital Transformation (Opportunistic, Repeatable e Managed) e o objetivo, a curto prazo, é que mais de 50% das organizações passem para os níveis Digital Players, Transformers ou Disrupters.


Patricia Fonseca

Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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