Microcrédito cria em média 157 micronegócios por ano na última década

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A Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), pioneira na introdução do microcrédito em Portugal em 1998, comemora, no próximo dia 7 de novembro, o Dia do Microempresário, iniciativa que decorre pelo 3º ano consecutivo e que tem como objetivos celebrar a atitude de quem arriscou e criou o seu próprio negócio e com isso teve a oportunidade de mudar a sua vida, bem como sensibilizar a população para a importância do microcrédito no combate ao desemprego e à exclusão social e financeira.

Em 17 anos de atividade, a ANDC já creditou até à data 2.071 novos projetos o que corresponde a um montante de crédito concedido de 13.310.012,28€. Com estes novos projetos foi possível criar cerca de 2.286 novos postos de trabalho. Se as contas forem referentes à última década, a ANDC ajudou a criar uma média de 157 micro negócios por ano.

“Os estudos de avaliação promovidos pela ANDC comprovam que o microcrédito é um instrumento eficaz de inclusão social e altamente eficiente, numa perspetiva social e de política pública, no apoio ao empreendedorismo”, revela o Presidente da ANDC António José Mendes Baptista. Para este responsável, este mecanismo financeiro “tem ainda potencial de ajudar ainda mais pessoas”.

O ano de 2015 é marcado pelo equilíbrio da atividade comparativamente ao ano de 2014. Até outubro de 2015, foram recebidas 1.565 novas candidaturas, que resultaram em 130 projetos creditados, aos quais corresponde o montante de crédito aproximado de 1.285.081€.

As três áreas onde se verifica o maior número de projetos creditados são o comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos (35,38%); seguido do alojamento, restauração e similares (19,23%).

Se a análise for geográfica, verifica-se que o Norte do país é a zona com o maior número de novos microempresários (41%), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (23%), Centro (18%), Algarve (15%) e Alentejo (3%).

Em 2015, os créditos foram atribuídos na sua grande maioria a empreendedores entre os 31-40 anos (42%), seguindo a faixa etária dos 41-50 anos (28%), <30 anos (22%) e por último >50 anos (8%); com habilitações literárias ao nível do 12º ano (36%), 3º clico ou ensino básico (21%), Licenciatura (19%), 2º ciclo do ensino básico (6%), 11º ano (5%), Curso tecnológico/profissional (5%), Bacharelato (3%), 1º ciclo do ensino básico (2%), Mestrado (1%), Pós-graduação (1%).

“A procura por microcrédito tem vindo a aumentar nos últimos anos e há cada vez mais empreendedores a considerar a modalidade microcrédito para iniciarem o seu negócio, contudo ainda temos um longo caminho pela frente, pois ainda existe um grande desconhecimento das soluções de microcrédito por parte dos mais desfavorecidos, que a ANDC tem vindo a combater ao longo destes 17 anos.” acrescenta António José Mendes Baptista, Presidente da ANDC.

A ANDC procura fazer a diferença acolhendo os portadores das ideias e trabalhando com eles, através dos seus técnicos de microcrédito, as condições da sua viabilização. Muitas vezes o problema não está apenas no crédito, mas no trabalho necessário para desenvolver a ideia, e por isso os técnicos ANDC ajudam as pessoas em situação de necessidade e muitas vezes desiludidas e “perdidas” voltem a acreditar nas suas capacidades e arrisquem na criação de um micro-negócio.

Para assinalar este dia, a ANDC vai organizar um ciclo de conferências das quais se destaca a conferência “Passa o futuro pelo microempreendedorismo?”, com intervenção de Joana Afonso, Universidade de Portsmouth, especialista em Microfinança, no dia 6 de novembro, às 16h, no Auditório Atmosfera M, em Lisboa. O programa completo poderá ser consultado no documento em anexo.

Este ano, o Dia do Microempresário desafia novamente o público a olhar para a rua onde mora e a descobrir os micro-negócios, propondo que comprem localmente e que deem atenção ao comércio de proximidade. Durante o dia 7 de novembro, pretende-se que todas as pessoas visitem os microempresários que terão os seus negócios abertos durante este dia, identificados com uma bandeira na montra ou na entrada relativa à ANDC.

Foram elaborados vários percursos que cruzam alguns negócios nas zonas de Lisboa, Porto, Trás-os-Montes, Algarve, Guarda e Aveiro que podem ser consultados no site da ANDC aqui: http://www.microcredito.com.pt/microempresarios/percursos-micronegocios/rotas-e-percursos/52


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Patricia Fonseca

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