Mercado de produtos tecnológicos revela sinais de recuperação

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O mercado português de produtos tecnológicos fechou o segundo trimestre de 2012 com quebras menos acentuadas do que as previsões e alguns sectores conseguiram crescer ligeiramente no trimestre, revela o índice GfK TEMAX. No período em análise registou-se uma quebra de 10 por cento face ao mesmo período do ano passado e a facturação fixou-se em 472 milhões de euros. O volume de vendas é semelhante ao primeiro trimestre, o que revela uma tendência positiva já que historicamente este trimestre é inferior ao primeiro.

À semelhança da tendência registada no trimestre anterior, a área das telecomunicações constitui uma das excepções à tendência negativa registadas nas restantes áreas analisadas no índice – fotografia, pequenos e grandes electrodomésticos, tecnologias de informação e equipamento de escritório. Com a transição para o sistema digital TDT, o mercado de electrónica de consumo foi outro sector que conseguiu crescer no período em análise.

Como se observa no gráfico, o segundo trimestre de 2012 é o período mais baixo do histórico do Temax, observando-se uma quebra de 10.4 por cento face ao segundo trimestre de 2011. A electrónica de consumo (+8.0 por cento) e telecomunicações (+5,4 por cento) são os únicos sectores com números positivos. Os restantes sectores em análise apresentaram resultados negativos: fotografia (-3,8 por cento), grandes electrodomésticos (-20,2 por cento), pequenos electrodomésticos (-11,7 por cento), tecnologias de informação (-24,5 por cento) e equipamentos de escritório (-17,6 por cento).

Telecomunicações: Forte procura de smartphones

As telecomunicações tiveram uma performance positiva neste trimestre, essencialmente apoiadas na boa performance dos smartphones. O forte crescimento deste segmento acompanha a evolução de outros produtos como os tablets, invertendo uma tendência de procura de telemóveis cada vez mais pequenos para uma procura de smartphones com ecrãs cada vez maiores.

Tecnologias de Informação: Quebra continuada

O mercado das Tecnologias de Informação regista uma quebra de 24.5 por cento para 90 milhões de euros no primeiro trimestre. Ao contrário dos outros sectores, que conseguiram melhorar as tendências, aqui o mercado mantém-se muito negativo, reflectindo a quebra na procura quer do mercado do consumo residencial, quer do profissional, mas também uma menor procura de produtos ligados ao entretenimento, como as consolas de jogos.

Pequenos Electrodomésticos: Redução nas quebras

O sector dos pequenos electrodomésticos consegue reduzir a quebra para metade do registado no primeiro trimestre mas ainda assim regista uma variação negativa de 11.7 por cento e uma facturação de 41 milhões de euros no segundo trimestre de 2012. Nota-se alguma melhoria em alguns produtos mas é ainda destaque pela negativa mais uma vez os produtos sazonais (ventoinhas), fruto do clima ameno que se fez sentir. Também as máquinas de café tiveram uma tendência negativa, sendo mesmo o produto que mais contribuiu para a quebra.

Electrónica de Consumo: TV lidera o sector

Com o culminar da transição para p sistema digital TDT, o mercado de electrónica de consumo foi o outro sector que conseguiu crescer no período. Face ao trimestre homólogo cresceu 8 por cento, atingindo um volume de vendas de 121 milhões de euros. Também os eventos desportivos levaram às tradicionais promoções associadas em particular à televisão, que acaba por marcar a diferença, já que a generalidade dos restantes produtos mantém-se com quebras acentuadas.

Mercado de Fotografia: Sinais de melhoria

O mercado de fotografia apresenta uma queda de 4 por cento no segundo trimestre de 2012, uma melhoria face ao início do ano. As câmaras digitais mostram assim alguma resiliência, ao mesmo tempo que as molduras digitais vão desaparecendo das preferências dos consumidores, já de uma forma geral demasiado envolvidos com outros tipos de ecrãs.

Grandes Electrodomésticos: O pior sector

Com o acentuar da crise e o aumento ou manutenção da incerteza, bem como um mercado de construção em profunda crise, outra coisa não seria de esperar a não ser que o sector dos grandes electrodomésticos esteja a ser um dos mais castigados pelas tendências. Não recuperou ainda das fortes quedas em 2011 e apresentou uma variação negativa de 20.2 por cento, registando 102 milhões de euros. Não há nenhum produto que se destaque, nem positiva nem negativamente.

Equipamento de Escritório: Mais quebras

Os produtos de equipamento de escritório continuam a ser dos mais negativos e o segundo trimestre apresenta uma quebra na facturação de 17.6 por cento e um volume de vendas de 27 milhões de euros. Ligeiramente menos negativo do que o sector de IT, ainda assim é na área de impressão que se regista maior quebra.


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