Mercado de produtos tecnológicos reforça tendência positiva

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De acordo com o índice GfK TEMAX, o mercado português de produtos tecnológicos regista um crescimento de 12 por cento no primeiro trimestre de 2014, quando comparado com o período homólogo, apresentando uma faturação de 563 milhões euros. Os sectores de Telecom e Informática continuam a ser os motores do crescimento, seguidos dos Electrodomésticos pequenos e grandes que registam também um trimestre positivo. As áreas da Fotografia e Equipamento de Escritório continuam em queda. A Televisão começa a apresentar sinais de estabilidade, falhando para já a recuperação face a um muito negativo trimestre homólogo.

Telecomunicações: Início do ano a bom ritmo

No primeiro trimestre de 2014 assistimos ao sector das Telecomunicações a superar o da Informática em termos de facturação. Os smartphones continuam a ser o driver deste sector, que no seu todo apresenta uma tendência crescente relativamente ao período homólogo, representado perto de 40 por cento em valor. De realçar o facto de que os phablets, smartphones com dimensão de ecrã entre 5,5 e 6,9 polegadas, estão a ter uma boa aceitação pelos consumidores.

Pequenos Electrodomésticos: Novos hábitos estimulam o mercado

As escovas de dentes eléctricas e os processadores de alimentos, nomeadamente, os que apresentam função de cozedura, foram os principais responsáveis pelo crescimento de 5,8 por cento do mercado no primeiro trimestre. Os modeladores de cabelo apresentaram também um crescimento de dois dígitos e todos eles resistiram à queda que o mercado registou no mês de Março. As máquinas de café continuam a apresentar quebras na facturação, tendo acumulado neste trimestre perdas de 19 por cento face ao período homólogo.

Equipamento de Escritório: Forte projecção

Os projectores de vídeo estão com mais força no início do ano, ao passo que as impressoras e consumíveis estão mais estagnados. Parece haver uma maior dinâmica da parte do hardware face aos consumíveis como tinteiros e toners.

Grandes Electrodomésticos: Tratamento da roupa em alta

Impulsionado pelos resultados do primeiro bimestre, o mercado de grandes electrodomésticos apresentou um crescimento de 9,6 por cento. As máquinas de lavar roupa e as secadoras foram os produtos com as taxas de crescimento mais elevadas. No caso das últimas, uma vez mais motivada pelas condições climatéricas que se fizeram sentir. O mês de Março, contudo, teve uma evolução negativa face ao mês homólogo, com todos os produtos aqui considerados a diminuírem as suas vendas, com excepção das máquinas de lavar roupa.

Tecnologias de Informação: Tablets ganham quota de mercado

O sector da Informática cresceu 6 por cento em valor quando comparamos com o período homólogo de 2013. A contribuir com uma tendência de 16 por cento em valor, os tablets continuam a ser o produto estrela deste mercado. Contudo, ainda são os portáteis o produto mais importante, pois a título de exemplo, neste trimestre, representaram cerca de 46 por cento em valor. De destacar ainda, no mercado de Informática em Portugal, as boas performances dos desktops e dos teclados. Ambos a apresentaram tendências muito positivas, quer em unidades, quer em valor.

Fotografia: Câmaras digitais imunes à recuperação

As alterações estruturais continuam a afectar muito negativamente o mercado de câmaras digitais, em particular no segmento de entradas e das câmaras mais baratas. Parece haver mesmo um efeito devastador fruto da maior presença de smartphones com boas capacidades fotográficas.

Electrónica Consumo: novas tendências e novos segmentos
Apesar de televisão estar positiva neste início de ano, o 1.º trimestre do ano passado foi muito negativo. São alguns segmentos novos os que se destacam como Action Cams e Loudspeakers a darem alguma dinâmica a um sector que está muito negativo noutras famílias de produto. O resultado final é uma tendência para a estagnação ou um ligeiro crescimento.

A situação económica para os produtos de tecnologia no primeiro trimestre foram particularmente boas. Apesar de na maior parte dos casos não compensar totalmente a tendência muito negativa que se verificou no ano homólogo.


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