Mercado de produtos tecnológicos em quebra

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De acordo com o índice GfK TEMAX, o mercado português de produtos tecnológicos regista uma queda de 5 por cento no 3.º trimestre de 2013, quando comparado com o período homólogo, apresentando uma facturação de 544 milhões de euros. Telecom e Informática continuam com resultados positivos, mas perdem a dinâmica de períodos anteriores. A área da imagem apresenta as quebras mais fortes. Os Electrodomésticos continuam em terreno negativo.

Telecomunicações: ligeiro abrandamento

Apesar da tendência ainda positiva, o terceiro trimestre não registou um crescimento como os períodos anteriores (cerca de dois por cento em valor comparando o Q3/2013 com o Q3/2012). No entanto, à semelhança do primeiro e segundo trimestre, são os smartphones os principais responsáveis pelo comportamento positivo deste mercado (crescimento um pouco acima dos 17 por cento em valor no YTD em comparação com o período homólogo). O peso que este produto tem vindo a assumir no mercado português é cada vez maior, sobretudo devido ao facto de encontrarmos equipamentos disponíveis num vasto leque de preços. Isto permite aos consumidores adquirirem um equipamento de acordo com o seu poder de compra.

Electrónica de Consumo: Melhor, mas ainda negativo

Comparando com o primeiro semestre, nota-se uma melhoria significativa da tendência de televisão. Ainda bem negativa, mas menos dramática do que nos períodos anteriores. E tudo aponta para uma continuidade com tendências cada vez menos negativas, não porque a situação económica esteja melhor, mas porque o último trimestre de 2012 foi já muito negativo. Nas outras áreas de produto verifica-se que a maioria das categorias apresenta valores negativos e nos dois dígitos. Uma das poucas áreas a crescer são as colunas áudio e alguns produtos ligados à mobilidade e conectividade, desde sistemas com bluetooth ou ligação wireless até aos auscultadores sem fios.

Foto: Verão pouco quente

Enquanto as molduras vão saindo sem grande furor do mercado e são um nicho em queda, as máquinas fotográficas digitais vão-se aguentando estoicamente, sendo certo que com as constantes melhorias tecnológicas, se torna cada vez mais difícil convencer o consumidor que precisa de algo mais além do seu smartphone para tirar fotos de qualidade. Ainda assim, o mercado conta com algumas novidades interessantes que tentam casar os dois mundos, com a entrada de lentes acessórias que podem ser acopladas aos telemóveis para melhorar o seu desempenho. Mas a conclusão é um mercado em queda acumulada de 14 por cento, sendo que no trimestre esta queda se agravou.

Pequenos electrodomésticos: De novo dúvidas

Após um início de ano positivo, o segundo trimestre desiludiu. E o terceiro trimestre confirma que o mercado está estagnado. Apesar disso alguns produtos dão indicações positivas, como as máquinas de café e a preparação de alimentos, mas com tendências negativas por parte de ferros e aspiradores a deixar o mercado total de pequenos domésticos estagnado.

Grandes Electrodomésticos: Encastre penaliza mercado

Quase todos os grandes electrodomésticos registaram quebras neste terceiro trimestre de 2013. Mas à imagem de períodos anteriores o encastre continua a ser o segmento mais penalizado. Apenas o frio que tem nesta altura do ano o seu trimestre mais forte, é que conseguiu ficar em terreno positivo com os frigoríficos a subirem quatro por cento.

Informática: Tendência ainda positiva, mas a perder fulgor

Nos portáteis o segmentos low end como os netbooks praticamente desapareceram, surgindo o segmento Ultrathin. Este segmento já representa mais 1/5 do mercado e com um preço médio acima dos 700 euros. Também os equipamentos touch screen estão a ganhar importância no mercado chegando neste trimestre aos seis por cento. Estes novos segmentos afectam directamente os preços médios que estão a subir, mas as tendências em termos de unidades e valor são negativas, mas menos negativas que a maioria dos produtos.

Os tablets continuam a ganhar importância no mercado, se bem que em termos de valor os segmentos abaixo dos 200 euros já representa 45 por cento do mercado, quando no ano passado não chegavam aos 20 por cento.

Com estas tendências no trimestre, o sector da Informática apesar de positivo, nem chegou aos um por cento, alcançando um dos piores trimestres do ano.

Equipamento de escritório e Consumíveis: Apenas alguns nichos “sobrevivem”

As tendências continuam bastante negativas, sendo uma das áreas que mais perde quer no trimestre quer no ano. Dos produtos considerados para o sector, apenas as impressoras single function apresentam tendências positivas, mas falamos de um nicho que representa apenas 10 por cento deste mercado.

Os tinteiros, o produto com maior importância neste segmento cai aproximadamente 15 por cento, enquanto no total de impressoras a queda é de seis por cento.

Para fechar o leque de produtos, os vídeo projectores continuam em declínio com uma quebra na ordem dos 15 por cento.


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