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Memórias USB colocam empresas em risco

São muitos os objectos e dispositivos que utilizamos no trabalho e que frequentemente levamos para casa ao fim do dia: documentos, memórias USB, chaves do carro da empresa ou o telemóvel e, muitos deles, contêm dados ou informação confidencial importantes para a empresa.

De acordo com um estudo recente, realizado pela TNS Infratest para a Kaspersky Lab, junto de responsáveis TI de pequenas e médias empresas, as memórias USB são o objecto mais perdido pelos colaboradores das empresas na Europa (42%). O material de escritório (41%) e as pastas com documentação (34%) compõem o top 3 dos objectos de trabalho mais perdidos. Mas também os portáteis, smartphones e tablets se encontram entre os objectos propriedade das empresas mais perdidos pelos seus trabalhadores.

Em Portugal, os números são ligeiramente diferentes, mas mesmo assim 39% das empresas apontaram as memórias USB como os objectos mais extraviados, antecedidas pelas pastas com documentação (46%) e pelos carregadores de telemóveis e portáteis (44%). Nas empresas portuguesas também se mencionam os smartphones, o objecto mais perdido para 18% das empresas inquiridas, os portáteis (10%) e os tablets (3%).

A forma mais “tradicional” de se perderem dados das empresas continua a ser a mais comum: o extravio de pastas com documentos ocupa o primeiro lugar da lista. Mas enquanto a perda de uma pasta com documentos da empresa tem, de uma maneira geral, um impacto mais controlável, um smartphone perdido ou roubado pode permitir o acesso à rede empresarial a alguém alheio à organização – com a consequente exposição dos dados.

“Não constitui qualquer surpresa que as memórias USBs estejam no topo da lista “, afirma José Manuel Delgado, director corporate da Kaspersky Lab Iberia. “São pequenas, usam-se todos os dias e são baratas, pelo que não se valorizam tanto como outros dispositivos que levamos connosco para casa ao fim do dia. O que realmente surpreende é a grande quantidade de smartphones e portáteis extraviados que se reflectem no estudo em Portugal, com os danos colaterais que estas perdas podem causar”.

As empresas deveriam, por isso, colocar em prática medidas eficazes para encriptar os dados em todos os dispositivos que saem das suas instalações. As memórias USBs são muitas vezes esquecidas e podem conter dados muito valiosos.


Bruno Fonseca

Bruno Fonseca

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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