Memória precisa-se!

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A Toshiba acaba de anunciar o lançamento em 2018 de memórias SSD de 128 TB. Sim de 128 TB!

Recordo perfeitamente que um dos meus primeiros computadores portáteis custou 3.500 euros (700 contos), era um 486 DX2 e tinha um disco enorme de…850 MB. À data era um computador absolutamente topo de gama, e mesmo acumulando mais do que um ano de ficheiros em disco, não o esgotava. Até porque tinha uma caixa para disquetes de 3’’1/2 de fabulosos 1,44 MB cada onde fazia backups.

Com o passar dos anos foram-se criando ficheiros cada vez mais pesados, nomeadamente powerpoints ou os primeiros ficheiros Access com bases de dados mais robustas, e surgiram discos rígidos com mais memória bem como as muito úteis USB pen´s, caríssimas de 128MB… das quais ainda guardo algumas.

laurentina2Vieram os CD’s de 700 MB e, pouco depois, já tínhamos drives para gravar DVD-R e DVD-RW que nos permitiam acumular 4,3 GB de informação num DVD. Mas se a capacidade de armazenamento aumentou rapidamente, tal aconteceu pelo crescer de espaço necessário para sistemas operativos e cada vez mais programas (quem não teve um Corel Draw ou um pacote de Macromedia por causa do Dreamweaver ou Flash instalado a partir de um sem número de CD’s?).

Surgiram os primeiros telemóveis com espaço de memória para MMS ou as primeiras fotos (sem qualidade), e em menos de duas décadas de tecnologia e miniaturização dos chips produziram-se milagres: estamos rodeados de discos externos, pen’s usb (cada vez mais em desuso), smartphones, tablets, phablets e até wearables que têm muito mais memória do que o meu “velhinho” topo de gama 486 DX2.

Para além dos sistemas operativos e programas, o que mudou para chegarmos em breve aos 128 TB pela mão da Toshiba? Simples, tudo. É raro hoje o equipamento que manuseamos, seja pessoal ou profissional, que não faça a gestão de um grande volume de informação útil (ou mesmo inútil). Basta para tal, ligarmos o smartphone para vermos que temos 1467 fotografias, 78 aplicações das quais só usamos oito a dez (onde uma delas regista os nossos melhores tempos de treinos diários… ) e um sem número de contactos que praticamente não caberiam numa agenda normal (sem falar do espaço extra que está na Cloud). Até uma multifunções que temos nos nossos escritórios acumula hoje vários GB de documentos em memória e em segurança. A nossa própria mobilidade gera informação adicional nos equipamentos que nos acompanham onde guardamos cada vez mais ficheiros para estarmos ligados em permanência ao nosso trabalho ou a assuntos importantes da nossa vida pessoal.

Acrescente-se agora a cada vez mais real Internet das Coisas, impulsionada por comunicações cada vez mais avançadas e acessíveis, hardware mais barato, grandes volumes de informação recolhidos sobre cada um de nós enquanto consumidores e mesmo pelas nossas empresas, para nos ajudarem a tomar melhores decisões em equipamentos cada vez mais pequenos e potentes. E vemos que 128 TB SSD em 2018 serão, muito provavelmente, necessários já para o nosso tablet que terá em pouco mais de 12’’ toda a nossa vida pessoal e profissional. E tudo isto porque…

…memória precisa-se!

Laurentina Gomes, Administradora do Grupo Liscic/ Listopsis


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Laurentina Gomes

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