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O melhor e o menos bom do digital em 2016

Sempre que terminamos uma etapa e ainda antes de iniciarmos a seguinte, é natural que dediquemos algum tempo a analisar o que aconteceu. O que correu bem? O que correu mal? O que podia ter sido feito melhor?

O final de um ano e início do novo marca um destes momentos de reflexão em que olhamos para o ano anterior e analisamos as atividades de marketing melhor e pior sucedidas, melhor e pior recebidas pela audiência, tentando perceber o que têm em comum, o que as fez destacarem-se das restantes. Procuramos perceber aquelas ações que fugiram à normalidade, que conseguiram tornar-se virais por motivos mais ou menos agradáveis e retirar valiosas lições para um novo ano.

No início do ano, olhei para o que se passou em 2016 em Portugal e selecionei dois exemplos que tiveram reações positivas nos utilizadores e dois exemplos que foram alvo de comentários negativos. Comecemos então pelos exemplos positivos. Duas instituições destacaram-se nas redes sociais por um trabalho inovador contínuo.

Os vídeos do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo

O trabalho do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo é refrescante, com uma abordagem inovadora, alegre e envolvente às atividades lúdicas dos utentes do lar de idosos. Conseguiram projetar o seu trabalho para todo o país.

Os vídeos não foram uma novidade em 2016, nem as primeiras notícias sobre este centro e as suas atividades datam do último ano, mas foi com vídeos como “A Verdadeira História dos Penáltis” a alcançar mais de 480 mil visualizações ou “Alfredo no Alta Definição” com mais de 120 mil visualizações que ganharam visibilidade nacional e um lugar especial no coração dos portugueses.

A página do Facebook da Polícia de Segurança Pública

A Polícia de Segurança Pública criou a página de Facebook em 2010 e conta hoje com mais de meio milhão de seguidores. É a página governamental com mais fãs em Portugal. À semelhança do exemplo anterior, o trabalho não foi iniciado em 2016 mas foi no ano passado que muitas das publicações desta página se tornaram virais: os avisos sobre o Pokemón ou as fotografias do combate aos incêndios na Madeira são apenas dois exemplos.

O objetivo traçado de criar uma presença informal neste meio de forma a aproximar a PSP dos cidadãos dando um rosto aos agentes, está a ser alcançado com sucesso.

No lado menos bom, as situações que destaco chegaram no final do ano e provocaram alguns dissabores nas marcas, por motivos distintos: a primeira foi um erro no envio de um SMS enquanto a segunda foi uma campanha publicitária interpretada de forma negativa.

A campanha de SMS da FNAC na Black Friday

A semana da Black Friday foi marcada pelo engano na SMS da FNAC. Para os menos atentos, a FNAC enviou uma SMS promocional a todos os seus clientes, anunciando as promoções para a Black Friday, com uma ligação para o website.

Inicialmente a ligação enviava para uma página em branco, mas rapidamente foi substituída pela página inicial do website da concorrente Worten. O erro foi corrigido uns minutos depois, com o envio de uma nova SMS, mas isso não impediu que a situação se tornasse viral nem que o tráfego do website da Worten notasse um acréscimo.

Solinca e os motivos para ir ao ginásio

O final do ano foi momento para a cadeia de ginásio Solinca lançar uma nova campanha, com o mote de que cada pessoa tem um motivo diferente para ir ao ginásio.

O primeiro vídeo divulgado, de 30 segundos, mostra uma mulher jovem, visivelmente musculada, a treinar enquanto passam frases como “esta é a Ana, a nova namorada do seu ex” ou “esta é a Ana, a nova estagiária do seu marido”. O vídeo foi imediatamente alvo de comentários revoltados dos utilizadores, que o classificaram como “ofensivo” ou “redutor”, de tal forma que a marca se apressou a escrever um comentário justificando que a campanha não tinha intenção de ofender ninguém. A verdade é que o vídeo atingiu mais de 244 mil visualizações na página do Facebook da marca.

No entanto, apesar de algumas campanhas não terem sido bem-sucedidas, é preciso realçar que só erra quem arrisca, tendência essa que me leva a pensar que 2017 será um ano potencialmente melhor, com as marcas a perceberem finalmente o quanto o digital deverá estar no topo das suas prioridades.”

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