Maioria dos profissionais concilia vida profissional com pessoal

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Um novo estudo global da Accenture, intitulado “Defining Success”, revela que mais de dois terços das profissionais do sexo feminino de todo o mundo – e o mesmo número de correspondentes masculinos – consideram poder “ter tudo”. De facto, ter uma carreira bem-sucedida e uma vida pessoal preenchida fora do escritório é tão importante que muitos escolhem um emprego com base no potencial impacto do mesmo no equilíbrio trabalho-vida pessoal.

70% de mulheres e homens acreditam que podem conciliar uma carreira de sucesso com a vida pessoal – no entanto, 50% referem não conseguir “ter tudo ao mesmo tempo”. Ainda assim, mais de metade (52%) afirma ter recusado um trabalho devido a preocupações quanto ao seu impacto no equilíbrio trabalho-vida pessoal. De facto, este equilíbrio está no topo das prioridades para uma carreira bem- sucedida (citado por 56%), acima de remuneração, reconhecimento e autonomia (referido por 46%, 42% e 42%, respectivamente).

“Ao longo das suas carreiras, os profissionais irão redefinir continuamente as características do sucesso”, afirma Adrian Lajtha, Chief Leadership Officer da Accenture. “Para muitos, objectivos de carreira e prioridades pessoais serão determinantes em alturas diferentes ao longo da vida. Enquanto os profissionais de hoje lutam para encontrar o equilíbrio perfeito, as organizações líderes encontrarão formas inovadoras de ajudá-los a desenvolver, crescer e prosperar.”Este estudo constatou ainda que a tecnologia desempenha um papel fundamental na obtenção do equilíbrio trabalho-vida pessoal, apesar de os participantes expressarem sentimentos contraditórios em relação ao impacto nas suas vidas pessoais. Mais de três quartos (77%) concordam que a tecnologia lhes permite ser mais flexíveis com os seus horários, e 80% afirmam que ter um horário de trabalho flexível é extremamente importante para o equilíbrio trabalho-vida pessoal. Contudo, 70% dizem que a tecnologia se traduz em mais tempo de trabalho no seu horário pessoal.

“Encontrar a abordagem certa para a integração da carreira com as exigências da vida pessoal continua a ser crítico para os colaboradores, o que o torna também importante para os empregadores”, refere Nillie Borrero, Managing Director da Accenture, responsável global pela área de inclusão e diversidade. “As organizações que conseguem ajudar as suas pessoas a conciliar a vida profissional e pessoal tendem a verificar um forte compromisso por parte dos seus colaboradores e usufruem de uma vantagem no recrutamento e retenção de profissionais de alto desempenho”.

O estudo da Accenture abrange ainda outros temas que ajudam a definir o sucesso profissional, incluindo:
• Grau de satisfação: 53% das mulheres e 50% dos homens dizem estar satisfeitos com o seu actual emprego e não estar à procura de novas oportunidades, dados que podemos comparar com 43% de mulheres e 41% de homens que expressaram esta satisfação no estudo da Accenture de 2012.

• Compensação e benefícios: As palavras mais citadas para descrever um bom local de trabalho foram compensação e benefícios (59%). Honestidade, flexibilidade e interesse da função são os adjectivos que se seguem (com 54%, 50% e 49%, respectivamente).

• Estabilidade: Dois terços das mulheres (66%) e três quartos dos homens (74%) estão com os actuais empregadores há mais de quatro anos.

• Aumentos salariais: A maioria dos participantes no estudo (58% das mulheres e 64% dos homens) admite ter pedido ou negociado um aumento salarial. Estes números demonstram uma tendência ascendente constante: 49% das mulheres e 57% dos homens do estudo de 2012 pediu ou negociou um aumento salarial, enquanto 44% das mulheres e 48% dos homens fizeram o mesmo no questionário de 2011.

• Férias e trabalho: Três quartos (75%) dos profissionais trabalham frequente ou ocasionalmente durante as férias remuneradas, vendo o e-mail regularmente, acompanhando projectos, trabalhando sem distracções e participando em conference calls (citado por 71%, 44%, 35% e 30%, respectivamente). Aliás, 40% consideram-se workaholics.

• Saídas voluntárias: Entre as razões para a saída de um emprego estão responsabilidades que não correspondem à descrição da função (38%), salário (38%) e trabalho desinteressante (34%).

• Procura de emprego: Para encontrar um novo trabalho, os participantes no estudo referiram procurar oportunidades em sites específicos de emprego, na sua rede de contactos e através da actualização dos seus perfis e informação online (citado por 30%, 24% e 21%, respectivamente).

A Accenture celebra hoje o Dia Internacional da Mulher em aproximadamente 40 países, incluindo em Portugal.


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Patricia Fonseca

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