Mainroad desafia empresas ibéricas á internacionalização

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A Mainroad realizou na semana passada o seu evento anual de clientes e parceiros no Sana Lisboa Hotel onde apresentou, através de casos de sucesso como o da Sonae Indústria, Groupama Seguros, S21SEC ou Grupo Valouro a sua estratégia e oferta, e uma mensagem de impulso à internacionalização das empresas nacionais assente nas tecnologias de informação.

Segundo Nuno Homem, Diretor Geral da Mainroad, este ano “quisemos proporcionar a partilha de experiências úteis para responder a muitas questões que as empresas ibéricas e também internacionais atuantes nesta região enfrentam nos processos de reorganização do seu negócio e internacionalização, mostrando caminhos de sucesso suportados pelas TI, quer ao nível de cloud, outsourcing de TI e outros”.

No arranque do evento, Pedro Guerreiro, Diretor do Jornal de Negócios e keynote speaker convidado, clarificava que as notícias positivas são as mais lidas.. Dando vários exemplos de empresas portuguesas ou estrangeiras em Portugal bem-sucedidas, do diálogo com estas, deixou subjacente que a chave apontada para o seu sucesso não é a mão-de-obra barata mas antes a diferenciação, uma mão-de-obra qualificada, um sistema de justiça que funcione, o desaparecimento de custos de contexto, o pagamento atempado de impostos e sobretudo uma liderança forte com capacidade de narrativa e estratégia.

No primeiro caso, Luís Rodrigues, IT Director da Groupama Seguros, demonstrou como a operação portuguesa da multinacional de seguros procura reduzir custos e ganhar agilidade na gestão de TI. Consequentemente, conduziu a empresa a reforçar a sua aposta na virtualização de infraestrutura (IaaS) e de desktops (DaaS) mas recorrendo a parceiro local (Mainroad). Com a opção tomada, afirmou Luis Rodrigues, “consideramos ser possível manter os custos de TI previsíveis e controlados e ao mesmo tempo garantir a elasticidade dos recursos consoante as necessidades das diferentes áreas da companhia e dos nossos clientes”. Com o Outsourcing por via do IaaS e DaaS, Ricardo Pires, gestor do Projeto na Groupama, avançou que “vamos ganhar uma gestão dinâmica dos recursos que compõe a nossa infra-estrutura e uma elevada disponibilidade, sobretudo para os desafios que a nossa empresa irá enfrentar”.

Já Laurent Dufour, Director de Organización y Sistemas de Informácion da S21sec, empresa espanhola líder em soluções de segurança presente em 26 países, exemplificou como o recurso ao outsourcing de TI no processo de internacionalização foi até ao momento fundamental pela criação de uma plataforma de suporte aos clientes em todo o mundo assente em dois parceiros tecnológicos externos (CA ao nível de software e Mainroad ao nível de equipa de suporte). “Em seis meses temos 80 clientes a recorrerem à plataforma, 300 distintos SLAs, o mais alto com um tempo de resolução de problemas em 15 minutos, e 4500 incidentes por mês. Libertámos a nossa equipa para se focar no nosso verdadeiro negócio, soluções de segurança. Temos inclusive o plano de até 2018 termos zero servidores nossos e, assim, todos em regime de outsourcing,” resumiu o responsável.

A primeira empresa portuguesa a intervir, a Sonae Indústria, uma das maiores produtoras mundiais de painéis de madeira, revelou através de João Pimenta, Global Processes and Information Systems Manager, “o outsourcing de TI como iniciativa estratégica na transformação dos processos de negócio”. Explicando a estratégia imediata da empresadestacou que o “outsourcing de TI liberta espaço mental e reduz custos por permitir maior foco no negócio (numa empresa focada no mercado nacional mas cada vez mais na exportação da sua oferta)”.

A fechar os casos de sucesso, António Martins Saraiva, do Grupo Valouro, empresa líder nacional na produção de rações,de aves do dia/ovos de incubação, e no abate/transformação de carne de aves, com exportação para vários países do mundo, demonstrou a criticidade das tecnologias de informação num setor em que o controlo e a rastreabilidade desde a ração que o animal come nas variadas produções existentes em Portugal até à sua venda em qualquer local são fundamentais para a garantia de qualidade. “Não sendo especialistas em TI mas tendo níveis de informação de elevado rigor a serem necessários para o funcionamento diário de um negócio sem margem de erros, realizámos um forte investimento em outsourcing de TI. Tal permitiu-nos aumentar a qualidade dos dados de produção, a redundância, a escalabilidade, um pay-per-use e SLA muito positivos para responder à nossa missão de investimento na qualidade para assegurar o futuro de um grupo que existe desde 1875”.

A encerrar o evento, João Machado Costa, Diretor Comercial e de Marketing da Mainroad, revelou algumas das tendências de TI que marcam o panorama atual “que no fundo sintetizam os fatores críticos de sucesso apontados ao longo da manhã que acreditamos serem o rumo para a internacionalização e o desempenho no mercado ibérico, nomeadamente, a crescente aposta em Cloud (IaaS, DaaS, PaaS e SaaS) pela filosofia de pay-per-use, escalabilidade e redução de custos de CAPEX, a mobilidade, ao flexibilizar a movimentação geográfica assente num parceiro de TI único e centralizado e um alinhamento das TI com o negócio, por um lado permitindo o foco no negócio e colocando fora a preocupação da gestão das TI e por outro, a utilização das TI para um maior suporte do desenvolvimento do negócio. Tem sido nestas áreas também a nossa aposta”.

Estiveram presentes mais de 130 empresas nacionais e multinacionais.


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Patricia Fonseca

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