INTERPOL e NEC assinam acordo de parceria para melhorar cibersegurança

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Numa aposta para reforçar a luta global contra o cibercrime, a INTERPOL e a NEC Corporation assinaram um acordo de parceria em que a NEC prestará à autoridade policial mundial, assistência fundamental para desenvolver os elementos centrais do Centro de combate ao Crime Digital, a ser estabelecido no Complexo Global para Inovação da INTERPOL, em Singapura.

Ao abrigo do acordo de três anos firmado entre o Secretário-geral da INTERPOL, Ronald K. Noble, e o Presidente da NEC, Nobuhiro Endo, como parte de um consórcio que inclui o Cyber Defense Institute Inc., o LAC Co., Ltd. e o Fourteenforty Research Institute Inc. do Japão, a NEC Corporation vai disponibilizar recursos técnicos e humanos, no valor de cerca de 7,6 milhões de euros, para estabelecer um Laboratório Digital Forense e um Centro de Ciberfusão, no Centro de combate ao Crime Digital da INTERPOL.

Fornecendo às autoridades nacionais suporte operacional contra o crime digital, o Centro vai constituir a força impulsionadora do Complexo Global para Inovação da INTERPOL, que vai abrir em Singapura em 2014.

“Nos últimos anos, a ameaça dos ciberataques contra informação pessoal e contra informação sensível corporativa e governamental, tem-se tornado um grande problema por todo o mundo”, afirmou Nobuhiro Endo, Presidente da NEC Corporation. “A liderança da NEC em soluções de segurança pública, cloud e M2M, em parceria com a rede policial da INTERPOL, a maior do mundo, irão seguramente desempenhar um importante papel no reforço da segurança à escala global”.

Ronald K. Noble, Secretário-geral da INTERPOL, afirmou que o crime transnacional não pode ser combatido isoladamente e que construir parcerias fortes com empresas como a NEC é essencial para tirar partido do conhecimento especializado e do suporte do setor privado no combate ao cibercrime, o qual é complexo e está em permanente mutação.

“Combater o cibercrime requer que as forças policiais a nível nacional e internacional trabalhem com o setor privado e com líderes tecnológicos com visão do futuro, como a NEC, de forma a acompanhar o ritmo dos cibercriminosos de hoje em dia”, explica o Secretário-geral.

“Este acordo reconhece que a INTERPOL e a NEC podem concentrar as suas forças para fazer face aos desafios atuais e futuros do crime digital, através de plataformas globais como o Complexo Global para Inovação da INTERPOL”, acrescenta o responsável da INTERPOL.

O Laboratório Digital Forense vai focar-se em identificar e testar tecnologia e metodologias forenses digitais para ajudar os investigadores a coordenar e conduzir melhor as investigações relacionadas com o crime digital. As suas atividades vão incluir análise de tendências, teste de ferramentas forenses, desenvolvimento de melhores práticas e criação e formação de competências.

O Centro de Ciberfusão vai disponibilizar uma plataforma para que as forças policias colaborem com a indústria de segurança na Internet, de modo a combater eficazmente o crime digital. Apoiado pelas forças policiais, a indústria e a academia, vai transformar o conhecimento analítico em conhecimento que permita ação operacional e a identificação de criminosos

Vai também fornecer conhecimento especializado às unidades nacionais de cibercrime durante o decorrer de inquéritos, coordenar investigações transfronteiriças e implementar equipas de suporte à investigação, para apoiar as forças policiais nacionais durante as investigações subsequentes a um incidente sério de cibercrime.

O moderno Complexo Global para Inovação da INTERPOL vai equipar a polícia mundial com ferramentas e conhecimento para melhor combater as ameaças e crimes do século XXI, incluindo o cibercrime. Enquanto infraestrutura de investigação e desenvolvimento para a identificação de crimes e criminosos, vai oferecer formação inovadora e suporte operacional às forças policiais em todo o mundo.


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Patricia Fonseca

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