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Internet das Coisas melhora a vida dos pacientes e ajuda a poupar

A Vodafone conclui que as soluções Internet of Things (IoT) desenvolvidas na área da saúde ajudam os pacientes a cumprir os seus programas de tratamento médico com mais rigor. Este novo desenvolvimento tecnológico poderá melhorar a vida de milhões de pessoas e poupar milhares de milhões de euros.

As conclusões estão disponíveis no White Paper desenvolvido pelo Grupo Vodafone com o apoio de Bernard Vrijens, professor de saúde pública na Universidade de Liège, na Bélgica.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a taxa de cumprimento dos tratamentos, principalmente em caso de doenças prolongadas, tais como a hipertensão, o cancro e o VIH, fixa-se em apenas 50%. Isto significa que metade dos pacientes não segue as instruções médicas. Consequentemente, nestas situações, as hipóteses de recuperação e melhoria dos doentes são muito inferiores. Estima-se que o lançamento de abordagens mais eficazes poderá ter um impacto positivo, levando a uma mudança de atitude em cerca de 50% da população incumpridora.

Ao integrar conectividade de última geração, com equipamentos inteligentes e com a Cloud, a Internet das Coisas (IoT) poderá gerar serviços de saúde mais eficazes e incentivar os doentes a seguir os programas de tratamento com mais rigor, ao fornecer-lhes informações individualizadas sobre as suas terapias. Ao encorajá-los a seguir o tratamento até ao fim, esta abordagem poderá, potencialmente, poupar 290 mil milhões de dólares (cerca de 242 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) em despesas médicas anuais, só nos Estados Unidos da América.

O White Paper desenvolvido pela Vodafone mostra de que forma as soluções IoT aplicadas ao sector da Saúde podem beneficiar os doentes, os profissionais de saúde, as empresas de equipamentos médicos ou simplesmente os utentes que pagam um serviço de saúde. Estas soluções podem conduzir a uma maior autonomia dos doentes, a uma melhoria dos tratamentos, ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e, em última análise, a uma redução dos gastos em saúde.

Isto é um excelente exemplo de como a Internet das Coisas tem o potencial de ajudar as pessoas a ter vidas mais saudáveis e acesso a tratamentos médicos mais eficazes. Esperamos que, muito em breve, a visão e a criatividade de pessoas como o Professor Vrijens se tornem realidade com o IoT. Acreditamos estar no limiar de uma mudança significativa na forma como as doenças crónicas são geridas”, afirma Erik Brenneis, Diretor de IoT da Vodafone.

“Atualmente, os prestadores de serviços de saúde monitorizam quatro sinais vitais: a temperatura do corpo, a pulsação, a respiração e a tensão arterial. A Internet das Coisas significa que, em breve, poderão medir de forma rigorosa um quinto sinal – a taxa de cumprimento dos tratamentos. Acredito que a importância da conectividade tanto nos dispositivos médicos como no envolvimento do doente não pode ser subestimada. Encontramo-nos num momento decisivo do percurso rumo a cuidados de saúde mais individualizados”, acrescenta o professor de saúde pública Bernard Vrijens, da Universidade de Liège.


Patricia Fonseca

Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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