inRes 2015 :: Portugueses começam hoje imersão nos Estados Unidos

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As quatro equipas de empreendedores – AdaptTech, Playsketch, Sceelix e Scraim – iniciam hoje, 21 de setembro, uma agenda intensiva de formação e contatos na cidade de Pittsburgh e na Carnegie Mellon University (CMU), nos Estados Unidos. Uma oportunidade que surge no âmbito do inRes, um programa de aceleração de negócios na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), promovido pelo Programa CMU Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Nos Estados Unidos, as equipas vão ser expostas a um ambiente internacional altamente competitivo que lhes permitirá reforçar as suas competências de gestão e de liderança de projetos de base tecnológica. João Claro, diretor nacional do Programa CMU Portugal, reforça o potencial das equipas que participam nesta edição e de que forma poderão beneficiar da experiência no mercado norte-americano: “Todas as equipas têm um núcleo de talento de gestão e inovação tecnológica com elevado potencial. Estão numa fase do seu ciclo de vida em que a concretização desse potencial depende em absoluto da capacidade de aperfeiçoarem e validarem os seus conceitos de produto e modelos de negócio, através de sucessivos contactos com potenciais utilizadores, parceiros, investidores, e diversos outros especialistas das suas áreas de atuação.

Pioneiro no foco, mas também na forma como a agenda é estruturada, com um período de preparação em Portugal seguido de sete semanas nos Estados Unidos, o inRes foi desenhado e é conduzido por uma equipa conjunta de especialistas em Portugal e na CMU. “Ao longo do inRes, fazemos um acompanhamento muito próximo das equipas para que possam beneficiar ao máximo de todas as oportunidades que lhes são proporcionadas. Em Portugal, realizámos quatro workshops, com sessões de grupo e trabalho individual com as equipas, em que consolidámos conceitos fundamentais, trabalhámos intensivamente conceitos de produto e modelos de negócio, e alinhámos estratégias para a imersão”, salienta João Claro.

Além de adoptar práticas internacionais de referência no apoio a novos negócios, o programa apresenta também aspetos inovadores, entre os quais se destaca a vertente de desenvolvimento de competências específicas de gestão de negócios emergentes baseados em inovação tecnológica. “A gestão deste tipo de negócios é muito distinta da gestão de negócios maduros, ou de negócios sem uma base de inovação tecnológica, e em geral está ausente da oferta de formação das escolas de negócios e de engenharia. Por outro lado, o foco dos programas de formação e apoio ao empreendedorismo é a articulação de oportunidades de negócio, e não a gestão, em si, de novos negócios. Esta é uma lacuna clara, e que constitui uma das prioridades do inRes.”

As quatro equipas inRes 2015 vão ter um espaço de trabalho no Projeto Olympus, um acelerador de negócios que pertence à CMU. A agenda inclui também a participação em diversas iniciativas de relevo na área do empreendedorismo e inovação, sendo o LaunchCMU, promovido pelo Centro de Inovação e Empreendedorismo (CIE) da CMU, um dos exemplos. Aqui, as equipas inRes irão mostrar os seus projetos não só através da presença numa exposição, mas também através de um pitch. João Claro salienta que na edição inRes 2014 “além das participações programadas, as equipas agarraram também oportunidades imprevistas de participação em eventos, com presenças de destaque, como no caso da Addvolt, que venceu um concurso de pitch em que inesperadamente se proporcionou participar.”

“As equipas inRes têm um acesso privilegiado a uma ‘realidade aumentada’ nos seus contextos de negócio, que é determinante para a sua afirmação e o seu crescimento no mercado. Esta presença facilitada e apoiada no terreno dá-lhes conhecimentos e competências para melhor gerirem as suas startups hoje e no futuro”, reforça João Claro.

João Claro destaca ainda os “bons resultados” da edição anterior, que envolveu as equipas Addvolt, DISPLR, Followprice e Xhockware: “A edição inRes 2014 teve resultados muito positivos para as equipas, com reflexos, por exemplo, ao nível do amadurecimento e da credibilização dos negócios, e consequente melhoria da capacidade de captação de investimento, ou do estabelecimento de parcerias com empresas e com especialistas contactados durante a imersão.”

Este ano, o inRes conta ainda com o apoio da Caixa Capital, através da atribuição de um investimento de 50 mil euros a um projeto integrante da edição de 2015, que poderá ainda aceder ao investimento adicional de 100 mil euros, no âmbito do “Caixa Empreender Award”.

O inRes é uma iniciativa do Programa CMU Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e apoiado pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), em parceria com a CMU, a Pittsburgh Regional Alliance (PRA), a Caixa Capital, a UTEN Portugal e o INESC TEC. Mais informação em www.cmuportugal.org.

inRes do Programa CMU Portugal

O inRes é um programa de aceleração de negócios na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Portugal para empreendedores portugueses. Inclui uma primeira fase de preparação em Portugal, seguida de dois meses de imersão em Pittsburgh e na CMU, nos Estados Unidos.

De junho a setembro, realizaram-se quatro workshops sobre temáticas relacionadas com a gestão de projetos de base tecnológica em ambientes internacionais altamente competitivos, integrados numa lógica de preparação para a imersão no contexto norte-americano. À semelhança da primeira edição, estes workshops tiveram a participação de vários especialistas internacionais envolvidos no programa, como Tara Branstad, diretora associada do Centro de Transferência de Tecnologia e Criação de Empresas (CTTEC) da CMU, e Dave Mawhinney, co-diretor do Centro de Inovação e Empreendedorismo da CMU e diretor do i6 Agile Innovation System. João Claro, diretor nacional do Programa CMU Portugal e administrador do INESC TEC, e Alípio Torre, consultor empresarial e coordenador académico do Programa COHiTEC, uma iniciativa da COTEC Portugal, acompanham as equipas ao longo de toda a duração do inRes.

A estes especialistas – que assumem um papel preponderante na orientação e aconselhamento estratégico das equipas – juntam-se ainda, ao longo do período de imersão, Reed McManigle, do Centro para a Transferência de Tecnologia e Criação de Empresas (CTTEC) da CMU, Kit Needham, do Projeto Olympus, e Suzi Pegg, vice-presidente de marketing global da Pittsburgh Regional Alliance.

 Sobre as equipas inRes 2015

  • AdaptTech (www.adapttech.pt) – incubada no UPTEC, a AdaptTech atua na área biomédica, usando tecnologias inovadoras, inteligentes e vestíveis para melhorar a qualidade de vida de pessoas com limitações físicas.
  • Playsketch (http://playsketch.net) – incubada no IPN, a Playsktech atua na área dos jogos e está a desenvolver uma solução que permite criar um jogo através de um desenho em papel.
  • Sceelix (www.sceelix.com) – um projeto que tem uma solução que pretende melhorar o desenvolvimento de ambientes 3D em jogos, através da criação de  cenários e elementos digitais em 3D de uma forma simplificada.
  • Scraim (www.scraim.com) – um projeto da Strongstep, incubada no UPTEC, com uma ferramenta de gestão de projetos online, que se assume como uma Multiplataforma SaaS completa e de fácil utilização.

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Patricia Fonseca

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