Indústria de serviços Geospaciais vale entre 150 e 270 mil milhões de dolares

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As tecnologias geoespaciais são hoje responsáveis por receitas anuais globais entre os 150 e os 270 mil milhões de dólares tornando-se assim num importante motor da economia mundial e com impacto na criação directo de emprego, redução de custos e nos ganhos de eficiência nos negócios. A conclusão é de um estudo encomendado pela Google à empresa de consultoria Oxera com o objectivo de quantificar o impacto económico dos serviços geográficos e de mapas e dos respectivos benefícios para os consumidores, empresas e Estados.

A indústria de serviços geoespaciais, onde se incluem serviços como o Google Maps ou Google Earth entre outros serviços e empresas, englobam actualmente mapas digitais, fornecimento de imagens de satélite, aplicações GPS, equipamentos de navegação, informação local como nome de ruas e endereços ou informação ambiental como dados meteorológicos ou topográficos, etc. Trata-se de uma indústria de dimensão e com elevadas perspectivas de crescimento com o estudo a estimar em 30% por ano, ao longo dos próximos anos.

A par dos ganhos de eficiência e da redução dos custos da economia estes produtos e serviços proporcionam igualmente benefícios para consumidores, negócios e os próprios estados. Entre os benefícios evidenciados destacam-se:

– As melhorias nos sistemas de navegação permitem poupar anualmente 1,1 mil milhões de horas de viagens

– Poupança anual de mais de 3 mil milhões de litros de combustível

– Os profissionais que trabalham nestes serviços e têm algumas qualificações podem esperar um salário, em média, 3% mais elevado.

– Resposta mais rápida dos serviços de emergência – Estima-se que em Inglaterra, os serviços geoespaciais ajudem a salvar todos os anos a vida de cerca de 150 pessoas.

– Melhorias na produtividade agrícola através de processos de irrigação mais precisos que permitem poupanças de custos globais entre 8 e 22 mil milhões de doláres.

– Informação mais precisa e detalhada para população através do acesso a informação sobre a localização de países, cidades e locais de interesse

De acordo com dados do estudo da Comscore “EU5 Map Usage via Smartphone growing 7x faster than classic web” de Maio de 2012, nas 5 maiores económicas europeias 50% dos utilizadores de Internet acedem a mapas on-line e 35% dos utilizadores de smartphones utilizam-nos a partir dos seus dispositivos.

Para alguns utilizadores, a utilização deste tipo de informação pode servir para tarefas tão simples como descobrir uma loja, local ou algo mais, mas muitas empresas estão a utilizar tecnologias geográficas para apoiar a tomada de decisões. Com base em informação da densidade de um bairro e do tráfego, uma rede de lojas pode, por exemplo, recorrer a analistas que os ajudem a decidir a abertura de uma nova loja dos bairros. Marketeers podem, por sua vez decidir onde colocar outdoors para obterem maior visibilidade ou disponibilizar anúncios para telemóvel com base na localização.

Empresas, globais, como a UPS têm vindo igualmente a implementar este tipo de soluções e de tecnologia para tornarem os seus negócios mais eficientes. A tecnologia telemática da UPS permitiu tornar o serviço de entregas mais eficiente e obter poupanças e proveitos na ordem de vários milhões. Só em 2011, esta tecnologia, por si só, permitiu à empresa evitar fazer mais de 5 milhões de milhas, reduzir em 98 milhões os minutos de inactividade e poupar mais de um milhões de litros de combustível.

Além de motor da economia mundial, as tecnologia geospaciais que ajudam não só as empresas a gerirem os seus negócios e os utilizadores no seu dia a dia estão a tornar-se cada vez mais ubíquas e com previsões de crescimento de dois dígitos nos próximos anos através do investimento público e privado.

Um resumo do estudo da Oxera que teve por base o impacto desta tecnologia na economia global está disponível num anexo em formato pdf juntamente com um gráfico sobre o impacto económico desta indústria.


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Patricia Fonseca

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