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Indra lidera projeto Europeu de observação da terra

A Comissão Europeia, através da Research Executive Agency (REA), atribuiu à Indra o projecto de I+D G-SEXTANT que vai desenvolver produtos e serviços que respondam às necessidades de informação geospacial do Serviço Europeu para a Acção Externa (SEAE). O projecto conta com um orçamento de 5,7 M€ e o seu desenvolvimento estende-se até ao primeiro trimestre de 2015.

O G-SEXTANT faz parte do programa Copernicus – anteriormente denominado GMES (Global Monitoring for Environment and Security) – uma das mais importantes iniciativas da Comissão Europeia no âmbito do sector espacial. O projeto, dotará a UE de capacidade própria de observação da terra para monitorização da evolução do meio ambiente e gestão de segurança e de emergências.

O G-SEXTANT – projeto em desenvolvimento por um consórcio liderado pela Indra e composto por um vasto leque de empresas, centros de investigação e organismos europeus – tem por objetivo desenvolver novos produtos e serviços pré-operacionais de observação da Terra, melhorando os já existentes e desenvolvendo um portfólio padronizado de soluções. Os produtos em desenvolvimento permitem dar apoio a situações de crise a nível humanitário, acompanhamento de situações de conflito, deteção de áreas de cultivo ilícitas ou vigilância de fronteiras. A informação geoespacial que os novos serviços e produtos irão proporcionar vão servir para apoiar a tomada de decisão do SEAE e outras agências europeias.

Para o desenvolvimento deste trabalho, o consórcio vai analisar as necessidades concretas dos utilizadores, sendo a sua opinião considerada durante as fases de concepção e produção para melhorar os produtos finais. Desta forma combina-se o conhecimento e a experiência dos utilizadores, da indústria e das empresas de tecnologia, para além de diferentes instituições de investigação.

O G-SEXTANT trabalha no desenvolvimento e evolução de tecnologias que ainda não estão suficientemente maduras para uso em situações reais. Muitas dessas tecnologias começaram a ser desenvolvidas no âmbito do projecto G-MOSAIC, que precedeu o G-SEXTANT, e no qual a Indra também participou. No final do G-SEXTANT espera-se que os resultados permitam definir as bases para a implementação da fase operacional do programa Copernicus em aplicações de segurança.

Estas técnicas são cada vez mais procuradas em todo o mundo, tanto para monitorizar fenómenos naturais e agir em caso de emergência, como para estudar a utilização do solo, as explorações florestais, a hidrologia ou até mesmo detectar derrames no oceano. O uso destas tecnologias representa uma importante redução de custos que se materializa de forma positiva na economia dos países.

Ao liderar o G-SEXTANT a Indra surge como referência internacional no desenvolvimento e uso de tecnologias de observação da Terra. No âmbito do GMES, a Indra também participou em projectos para a definição de produtos urbanos, de segurança e uso do solo, assim como no fornecimento de camadas de referência como o Modelo Digital de Terreno, fluxos e lençóis de água (projeto GMES Urban Services, BOSS4GMES, GEOLAND2, SAFER, G-MOSAIC, G-NEXT, Initial GMES Service for Geospatial Reference Data Access, GIO-Land e GIO-Emergency).

O consórcio G-SEXTANT

O G-SEXTANT é um projecto financiado pela Comissão Europeia através do 7 º Programa-Quadro. A Indra coordena o trabalho do consórcio formado pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR), o Joint Research Center (JRC) da Comissão Europeia, o Centro de Satélites da União Europeia (EU SatCen), o Centro de Estudos Espaciais (CBK) da Academia de Ciências Polaco, o Centro Alemão de Pesquisa Jülich, Geoinformatics Center (Z_GIS) da Universidade de Salzburg, Università degli Studi di Pavia, em Itália, a instituição alemã de investigação de conflitos BICC, o Instituto Italiano de Assuntos Internacionais (IAI) e as empresas e-GEOS (Itália) e Eurosense e SpaceTec (Bélgica), assim como a Comissão de Energia Atómica Francesa (CEA).


Patricia Fonseca

Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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