Impacto Tecnológico nas Organizações em 2020

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A Ricoh, especialista em Soluções de Escritório, Impressão de Produção, Managed Document Services e IT Services, aliou-se à conceituada revista The Economist, para a elaboração de um estudo empresarial.

O relatório elaborado pelo The Economist Intelligence Unit e denominado “The Future of Technology Disruption in Business”, teve como objectivo primordial analisar o impacto que terão os avanços tecnológicos na estrutura empresarial no decorrer da próxima década.

Para este efeito, o The Economist Intelligence Unit inquiriu executivos de organizações europeias, americanas e asiáticas, na sua maioria séniores, provenientes das mais diversas áreas de negócio como Tecnológica, Financeira, Saúde, Educação ou Serviço Público. A análise teve ainda por base dados e opiniões de diversos analistas de mercado, investigadores e opinion leaders.

A maioria dos inquiridos considera que a mudança do eixo de poder comercial e financeiro do Ocidente para o Oriente e Médio Oriente, que a instabilidade e da recessão nos mercados dos países considerados “mais desenvolvidos” continuará e, sobretudo, que o desenvolvimento tecnológico impactará o mundo empresarial como o conhecemos actualmente. É esta última premissa a mais forte do estudo.

[toggle title=”Vasto, relevante e completo, o relatório revela que em 2020:”]

Para os que fizerem uma gestão eficaz, a “recolha de dados” tornar-se-á um negócio por si só;

À medida que as transacções se tornam automáticas e as colaborações cada vez mais virtuais, o propósito das lojas e dos escritórios físicos irá mudar;

Até 2020, espera-se que os consumidores substituam o tradicional I&D enquanto fonte primordial aquando da concepção e lançamento de novos produtos e serviços;

Passaremos para uma descentralização no processo de tomada de decisão;

A estrutura empresarial em 2020 será mais transparente do que nunca.[/toggle]

A tecnologia impactará fortemente as estruturas de negócio. Os Media, a Banca e as Telecomunicações são apontados como os sectores mais afectados por esta mudança;

“Em décadas passadas os computadores pessoais e profissionais, dispositivos móveis, impressoras, email, armazenamento e muitos outros, não faziam parte do quotidiano. Actualmente são indispensáveis à vida pessoal e cruciais ao desempenho empresarial. Analisando a influência tecnológica num sentido mais lato, a História já nos revelou vários erros de percepções e incapacidade de adaptação à mudança e, por outro lado, as oportunidades criadas. Este relatório pretende servir de base de antevisão e reflexão empresarial para a década vindoura, “ refere Jorge Silva, Director de Marketing da Ricoh Portugal.

A tecnologia será um catalizador da forma como as organizações irão operar no futuro. Tanto que em 2020 mais de 1/3 dos empresários considera que a sua organização não estará apta a acompanhar a tecnologia e que perderá o seu eixo competitivo. 6 em 10 inquiridos acrescenta que o seu modelo negócio será muito divergente do actual. 1 em 10 acredita inclusivamente no desaparecimento da instituição onde trabalha.

“No entanto, o aparecimento de novas tecnologias per si não consistirá na resposta para a sobrevivência, mas sim a forma como esta é utilizada. Tenhamos, como exemplo, um Hospital actual com cerca de 47% dos documentos e registos processados manualmente. A evolução dos processos de informação digitais significam menos tempo de gestão documental, levando maior tempo para o que importa, o melhor atendimento aos pacientes”, acrescenta Jorge Silva.

No topo dos sectores que irão ser muito afectados pelo avanço tecnológico estão as áreas de Media e de Entretenimento, e também a da Banca. Neste último caso, os inquiridos prevêem que ocorrerão convergências com empresas de outros sectores, uma vez que os bancos são cada vez menos intermediários no que diz respeito a trocas de dinheiro.

No que toca à estrutura organizacional, o escritório fixo dará lugar ao trabalho a partir de casa, virtualizando-se o ambiente de trabalho. O Cloud Computing e as tecnologias móveis, bem como o desenvolvimento do vídeo 3D contribuirão para esta tendência que se reflecte ainda numa redução dos custos operacionais e das distâncias.

Cada vez mais as empresas e marcas apostarão numa proximidade com o seu consumidor. Este terá cada vez mais voz activa aquando da concepção e do lançamento de produtos e serviços. Assim, para além da aposta na personalização e da exclusividade, prima-se a “co-criação”.

“O The Economist Intelligence Unit conclui que tecnologia é uma das forças motrizes que mais mudanças provocará na estrutura empresarial. É fundamental que os líderes não fiquem reféns da tecnologia, mas que disponham de ferramentas e dos conhecimentos adequados para que, no futuro, estejam aptos a maximizar os seus benefícios e implementar processos empresariais inovadores,” finaliza Jorge Silva. “Acredito que tendências como o outsourcing, Cloud Computing, evolução do vídeo ou das redes sociais são algo que as organizações dificilmente poderão evitar e deverão, sim, tomar o melhor partido.”


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