IDC acaba de apresentar as principais conclusões da 18ª edição do IDC Directions

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A IDC acaba de apresentar as principais conclusões da 18ª edição do IDC Directions, que teve lugar no passado dia 22 de outubro no Centro de Congressos do Estoril. Durante o discurso de abertura, Gabriel Coimbra, Diretor Geral da IDC Portugal, revelou alguns dados do estudo IDC Portugal Tech Insights 2020, que será divulgado no final deste ano e que procura identificar e analisar as principais tendências tecnológicas (Mobilidade, Cloud, Tecnologias Sociais, Big Data e IoT) no mundo e em Portugal até 2020, e o seu impacto nas empresas e organizações portuguesas:

  • A Cloud é uma realidade em Portugal: A Cloud (Pública, Privada e em Hosting) já representa 22% do budget empresarial de TI em Portugal e passará a representar mais de 40% em 2020.
  •  A Mobilidade é uma realidade em Portugal: Em Portugal passámos de apenas 180 mil computadores vendidos em 1995 para 1,8 milhões em 2009, ano em que atingimos o pico das vendas de PCs. Contudo, em 2015, a IDC prevê que sejam vendidos mais de 3 milhões de Smartphones, cerca de 800 mil Tablets e apenas 730 mil PCs.
  • IoT (Internet of Things) terá um grande impacto em todos os setores em 2020 em Portugal: em 2020 a IDC prevê que existam mais de 60 milhões de equipamentos ligados à Internet. Para além dos PCs, Tablets e Smartphones, prevemos que grande parte das “coisas” ligadas à Internet comuniquem com a rede sem intervenção humana, como carros, eletrodomésticos, elevadores, animais, casas, contentores, contadores de eletricidade, gás e água, entre outros.
  • Transformação Digital é um imperativo para todas as organizações: a IDC prevê que em 2020, a nível mundial, todos os setores económicos, desde a indústria, passando pelo retalho, banca, seguros, energia, turismo, e até a saúde, serão liderados por empresas com uma forte presença na economia digital.

Das restantes intervenções, destacam-se os dois painéis com CIOs moderadores pelo consultor Sénior da IDC, Bruno Horta Soares, e por Timóteo Figueiró, Research & Consulting Manager da IDC, onde se concluiu que o CIO é fundamental no processo de Transformação Digital nas organizações, mas o CEO e restantes executivos devem estar 100% envolvido e comprometidos. Execução, Agilidade e Comunicação são as palavras-chave para o sucesso do CIO no processo de Transformação Digital nas organizações portuguesas. Os CIOs presentes incluíram: Eugénio Baptista (vice-presidente, Sogrupo, Caixa Geral de Depósitos), Gonçalo Marques Oliveira (CIO, Galp Energia), Rogério Campos Henriques (Executive Board Member & CIO, Fidelidade), David Ferreira Alves (CIO & Executive Board Member, SonaeMC & SonaeSR), Francisco Barbeira (Head of IT & Head of Innovation Committee, Banco BPI) e Jaime Quesado (Presidente do Conselho Diretivo, ESPAP – Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública).

Salientou-se também a apresentação do Prof. José Tribolet, Professor Catedrático e Diretor do Departamento de Engenharia Informática do IST, que alertou para a falta de recursos humanos especializados para suportar a Transformação Digital das organizações portuguesas e apelou à cooperação da industria de TIC em Portugal para criar programas de formação nas áreas de maior procura.

O evento terminou com uma palestra do Vice-presidente da IDC para a área de Research, Steven Frantzen, que falou sobre os novos aceleradores de inovação. A visão da IDC antecipa o aparecimento de uma nova vaga de tecnologias – Internet of Things, tecnologias virtuais/realidade aumentada, impressão 3D, wearables, robótica e sistemas cognitivos – desenvolvidas no topo da 3ª Plataforma de TI, e que a IDC designa como aceleradores da inovação, que vão permitir ampliar as capacidades das tecnologias de informação e serão responsáveis pela criação de oportunidades de transformação das organizações a nível mundial. Independentemente do impacto de cada uma das tecnologias referenciadas anteriormente, a IDC acredita que as organizações que iniciem imediatamente o processo de adoção destas novas tecnologias vão adquirir vantagens competitivas em 2020. À semelhança do que acontece com as tecnologias da 3ª plataforma, importa salientar que o valor acrescentado da utilização destas novas tecnologias reside na interseção das diferentes tecnologias e na sua aplicação à resolução das necessidades das organizações a nível mundial.


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Patricia Fonseca

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