IBM debate soluções de social business, smarter commerce e business analytics

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A tecnologia é o agente transformador das empresas e diferenciador na relação com os clientes, defenderam ontem reconhecidas personalidades do tecido empresarial português, no âmbito da conferência IBM Business Connect 2013 – Transformar para Competir, que se realizou no Centro de Congressos do Estoril, numa parceria entre a IBM e o Jornal Expresso.

“A tecnologia desempenha cada vez mais um papel fundamental na transformação dos processos de negócio das empresas e nos novos desafios que os clientes apresentam às empresas”, defendeu o Presidente da IBM Portugal, António Raposo de Lima, na conferência, que contou com mais de três centenas de participantes entre clientes, parceiros e IBMers nacionais e internacionais.

Um estudo sobre competitividade empresarial realizado em 2012 por uma consultora americana, concluiu que 95% dos executivos considera que nos próximos anos a grande batalha da competitividade se vai travar em torno da experiência do cliente.

“O cliente está ou espera estar no interior das organizações. Há que responder a um cliente cada vez mais poderoso, extraordinariamente informado, que conta com voz própria e espera ser ouvido, que influencia, e que deseja ser tratado como a pessoa individual que é, e não como parte de um determinado segmento de mercado”, reforçou ainda António Raposo de Lima.

Se até agora a competitividade de uma empresa se centrava na melhoria dos seus processos de back office, como reduzir custos, lançar novos produtos, antecipar-se à concorrência e agilizar a logística, atualmente o novo grande espaço para ganhar competitividade tem a ser também com o front office, com a vinculação direta com o cliente e com a forma como se aproveita essa ligação.

“A IBM é uma empresa de Inovação que desde 2000 já investiu mais de 75 mil milhões de dólares em Investigação e Desenvolvimento com vista, por exemplo, à criação de soluções que proporcionem capacidades de transformação do grande volume de dados em conhecimento valioso para as empresas.”, sustentou também Ricardo Martinho, Diretor da Divisão de Software da IBM Portugal. “Os dados e a informação são, na verdade, a base de competição nos dias que correm. O fenómeno do Big Data pode ser encarado como o próximo recurso natural para esta nova era tecnológica com um enorme poder transformador”.

A este propósito, Miguel Rio Tinto, Presidente do Espírito Santo Informática (ESI), assegurou, num debate moderado pelo Diretor Adjunto do Expresso, Nicolau Santos, que “quem não investe em tecnologia fica para trás.”

“Há, atualmente, uma obsessão com o cliente e na forma como na Banca contactamos com ele. Todos os investimentos que fazemos em tecnologia de back office e de front office têm de estar interligados com a preocupação de resolver as suas necessidades”, defendeu Miguel Rio Tinto, referindo-se a uma relação win-win. “Para a instituição, que consegue baixar os custos, e para os clientes porque se melhora o nível de serviço nos nossos balcões, com transações mais céleres e convenientes”.

Tiago Pessoa, Vice Presidente do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) garantiu, por sua vez, que se está a fazer um esforço no sentido de “agilizar procedimentos e motivar os jovens agricultores”.

“A Administração Pública tem dado alguns passos claros na racionalização das tecnologias. No IFAP temos procurado fazê-lo e estamos a criar uma rede global de comunicações, agregando numa mesma plataforma 30 organismos e 600 sites. O objetivo é oferecer um melhor serviço aos cidadãos e reduzir custos na comunicação. No fundo, procura-se gerir o tempo de forma mais eficiente e diminuir o número de deslocações”, explicou.

Já na indústria da energia, José Ferrari Careto, Administrador EDP Comercial, sublinhou que o relacionamento com os clientes também passa pela formação. “Procuramos motivar os nossos clientes a serem mais eficientes para que se tornem clientes de longo prazo. Só assim conseguimos ser mais competitivos neste mercado tão concorrencial ”.

“As novas tecnologias desafiam-nos constantemente. Ajudam-nos a ver perspetivas e ligações com os nossos clientes que ainda não tínhamos pensado, criando uma análise de valor”, defendeu ainda Luís Palha da Silva, Vice Presidente Galp Energia.

Francisco Maria Balsemão, Administrador Executivo da Compta, lembrou ainda que “o desenvolvimento tecnológico de grandes empresas portuguesas pode ajudar as PMEs de tecnologia nacionais a criar agilidade de negócio e a desenvolver os centros de investigação, por mais pequenos que sejam”.

“As empresas que saibam levar a cabo uma transformação baseada na inteligência serão as melhores preparadas para entender e aproveitar a complexidade como uma fonte de valor. Terão capacidade de agir e encontrar soluções com maior eficiência, eficácia e precisão”, concluiu o Presidente da IBM Portugal.


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Patricia Fonseca

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