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Nem os Estados Unidos travam a Huawei. Saiba porquê.

Em 2017, a Huawei começou a perseguir de perto a Samsung e da Apple. Durante um determinado momento, conseguiu ultrapassar a Apple para se tornar no segundo maior fabricante de telefones do mundo. O grande alvo para 2018 eram os EUA, no entanto a política dificultou o caminho. Será isto que vai parar este fabricante? De modo algum.

Forte presença a nível global

A Huawei já não é um nome estranho para os consumidores. Nos últimos cinco anos, a empresa conquistou rapidamente o mercado doméstico na China e estabeleceu-se como um fabricante de renome mundial. Na realidade, são muito poucos os mercados onde esta empresa não possui uma forte presença, dos quais os EUA são o mais relevante. 2017 foi o ano de ouro para a Huawei. Ganhou participação de mercado, especialmente durante o verão, quando vendeu mais smartphones do que a Apple pela primeira vez.

Com um forte investimento em marketing, a Huawei cimentou a sua presença no mercado, tanto nos mercados em desenvolvimento como no Ocidente e apesar do crescimento real das receitas ter diminuído, a empresa enviou para o mercado 153 milhões de smartphones em 2017.

A empresa continua a apostar em todos os segmentos com produtos fortes, como o poderoso Mate 10 Pro que está especialmente dirigido a quem não dispensa os topos de gama. No entanto, as gamas pequena e média não ficam esquecidas e para além das versões Lite não nos podemos esquecer que a Huawei possui a Honor que deu a este fabricante uma forte presença em mercados de rápido crescimento na Ásia e na África.

Uma linha própria de processadores

Em paralelo, o investimento de longa data da Huawei na investigação e desenvolvimento também deu os seus frutos em 2017. Um exemplo disso, é a linha de processadores Kirin que consegue competir lado a lado com a Qualcomm e a Samsung, e em alguns casos até ficar à frente. O Kirin 970, que alimenta o Mate 10 Pro, possui a funcionalidade de IA, que deverá chegar aos outros apenas na segunda metade de 2018. Em paralelo, a Huawei parece ter muito a ganhar com a adoção do 5G em 2019-2021, graças às suas fortes contribuições para este standard.

A luta no mercado americano

A CES 2018 poderia ter sido uma conquista brilhante para Richard Yu. Após anos de preparação, o CEO da Huawei estava pronto para anunciar a grande entrada nos EUA através de uma parceria com a AT&T. No entanto as questões políticas entrarem em cena e a AT&T afastou-se do negócio. Foi nessa altura que Yu aproveitou o palco em Las Vegas para explicar o que tinha acontecido. encontrou-se no palco em Las Vegas lutando para explicar o que tinha acontecido.

Foi sem dúvida um dos momentos de maior destaque na CES. Sem qualquer tipo de teleponto, Richard Yu admitiu que o acordo cancelado com a AT&T foi uma grande perda para a Huawei. No entanto os consumidores americanos também ficaram prejudicados, pois perderam um equipamento muito interessante na sua gama de escolhas.

Depois chegaram outras más notícias: os legisladores nos EUA pressionaram as operadoras para deixarem de trabalhar com a Huawei, bloqueando de forma eficaz a presença desta empresa no mercado norte-americano. Passou cerca de uma semana, desde que a Bloomberg noticiou que a Verizon também se tinha afastado  de um acordo com a Huawei devido à pressões políticas.

O motivo pelo qual as operadoras dos EUA não quiseram vender um dos melhores equipamentos do mundo é complexo. No entanto significa que em 2018 a Huawei vei ter de encontrar novas fontes de crescimento.

Novas formas de crescimento

Apesar do contratempo nos EUA, a Huawei pode continuar a ser competitiva a nível mundial. É verdade que os Estados Unidos representam o maior mercado mundial de smartphones premium. No entanto é nos países em desenvolvimento que o crescimento real está presente. Para além disso nesses países não existirão quaisquer jogadas políticas para bloquearem este fabricante.

O mercado móvel nunca foi tão competitivo, mas a Huawei está habituada à pressão. Os seus produtos conquistaram todos os segmentos (da pequena e gama média aos topos de gama) em cinco anos, graças a um excelente equilíbrio entre qualidade e preço. Nada disso vai mudar em 2018, com o nascimento dos equipamentos da gama P20 e Mate 20, bem como a nova linha Honor.

A não entrada nos Estados Unidos significa que a Huawei vai duplicar os esforços onde puder operar, utilizando muitos dos fundos que teria investido no mercado americano. Lembramos que a empresa havia preparado cerca de 100 milhões de dólares para o lançamento da AT&T, sendo que esse dinheiro será utilizado nos mercados Europeu e Asiático, aumentando a pressão sobre os rivais.


Bruno Fonseca

Bruno Fonseca

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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