Grande Consumo – Indústria mostra sinais de boa saúde

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De acordo com o sexto relatório anual 2013 Global Powers of Consumer Products, divulgado pela Deloitte Touche Tohmatsu Limited, e apesar das incertezas na economia mundial, as 250 maiores empresas de produtos de consumo cresceram 7 por cento em 2011 (ano fiscal terminado em Junho de 2012), com um total de vendas a exceder os 3 biliões de dólares, valor acima dos 2,82 biliões de dólares registados em 2010. Adicionalmente, o relatório revela que as dez maiores empresas registaram um valor de vendas agregadas de 846 mil milhões de dólares.

“A economia mundial testemunhou diversos desafios, incluindo a inflação, a crise do Euro e desastres naturais. Um saudável volume de vendas de produtos de consumo é um indicador de que a economia global poderá estar, com precaução, a recuperar”, destaca Dr. Ira Kalish, Director de Consumer Business da Deloitte nos Estados Unidos. “Isto significa que, nos próximos anos, a indústria deverá assistir a um sólido crescimento, proveniente em grande parte dos mercados emergentes”.

Resultados Regionais

O 2013 Global Powers of Consumer Products analisa também as taxas de crescimento anuais, a nível regional, com as empresas da região da África/Médio Oriente a registarem os maiores ganhos (24 por cento de crescimento), seguindo-se a América Latina (16 por cento), a América do Norte (14 por cento), Europa (4 por cento) e Ásia/Pacífico (2 por cento). Contudo, no continente europeu, as empresas francesas, com um crescimento anual de 15 por cento, ultrapassaram as suas congéneres alemãs (6 por cento) e britânicas (6 por cento). Na região da América do Norte, foi registada a maior margem de lucro líquido (10 por cento).

Na região Ásia/Pacífico, as vendas das empresas japonesas decresceram 4 por cento, sobretudo devido aos efeitos prolongados do terramoto e tsunami. No entanto, excluindo o Japão, a média de crescimento anual nesta região foi de 10 por cento, com a China/Hong Kong a registarem o maior aumento (24 por cento).

Pela primeira vez, o 2013 Global Powers of Consumer Products analisou também o crescimento das empresas num período de cinco anos (entre 2006 e 2011), resultando em diferentes valores por região. A América Latina registou a maior taxa de crescimento (22 por cento), seguida da África/Médio Oriente (10 por cento), Europa (6 por cento), América do Norte (6 por cento) e Ásia/Pacífico (5 por cento).

Empresas de produtos electrónicos no topo da lista

Também, pela primeira vez, os três primeiros lugares foram ocupados por empresas do sector de tecnologia e electrónica. A Samsung ocupa, pelo quinto ano consecutivo, o primeiro lugar, seguida da Apple Inc., que subiu 21 lugares em cinco anos, para atingir a segunda posição. A Panasonic Corporation permanece em terceiro lugar.

Pelo segundo ano consecutivo, a indústria da moda registou a maior taxa de crescimento (14 por cento) entre todos os sectores de produtos analisados. Foi, ainda, uma das mais rentáveis, com uma margem de lucro líquido de 8 por cento. Por outro lado, o sector de alimentos, bebidas e tabaco viu decrescer a sua representação no Top 250. No entanto, este sector registou um substancial crescimento de vendas de 9 por cento.

Mercados emergentes continuam a contribuir para as Fastest 50

As 50 empresas com o crescimento mais rápido cresceram três vezes mais depressa que o Top 250 no seu todo. Pela primeira vez, as Fastest 50 foram também determinadas de acordo com o crescimento ao longo de cinco anos (2006 a 2011). Cerca de 60 por cento das Fastest 50 estiveram também, neste período, entre as 50 empresas com crescimento mais rápido em 2011, com a China e o Brasil a estarem bem representados.

Comportamento do consumidor

O 2013 Global Powers of Consumer Products analisou, igualmente, as tendências de comportamento do consumidor, especialmente à luz do crescimento do sector digital. Com o aumento do uso de smartphones e tablets, o impacto sobre os consumidores e o processo de compra tem sido evidente. A pesquisa da Deloitte detectou que 58 por cento dos consumidores com smartphones já os utilizaram no processo de compra.

“O impacto deste crescimento digital no comportamento dos consumidores e compradores não pode ser subestimado. Afecta a forma como interagem com as marcas, procuram produtos, compram através de vários canais, aproveitam promoções e como interagem com os serviços pós-venda”, esclarece Jack Ringquist, responsável de Consumer Products, da Deloitte. “A indústria deve continuar a repensar os seus modelos de operação e de análise para melhor identificar, compreender e satisfazer as necessidades dos consumidores.”


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Patricia Fonseca

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