Evolução tecnológica coloca redes sob pressão

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Cloud, Big Data, SDN, mobilidade e Internet of Everything são grandes tendências tecnológicas que envolvem múltiplas sinergias e podem ajudar as empresas e as administrações a reduzirem custos, a aumentarem a produtividade e a otimizarem a criação de valor que vai potenciar uma maior competitividade no mercado. No entanto, são igualmente tendências que colocam uma pressão extra nas infraestruturas de rede atuais que integram voz, vídeo e dados e que têm que garantir acesso à informação 24 horas por dia através de tecnologias com e sem fio, de uma forma rápida e segura. Tudo isto, enquanto enfrentam o desafio do crescimento e dos muitos ataques que se transformam em constantes ameaças à sua estabilidade.

O futuro passa por uma crescente sinergia entre aplicações, software de serviços de rede e hardware de rede. Os departamentos de TI enfrentam cada vez mais o desafio de gerir um crescente número de dispositivos móveis e aplicações profissionais. Com o movimento BYOD – Bring Your Own Device, por exemplo, os CIOs têm que encontrar soluções que lhes permitam controlar a segurança dos dados, mas garantir também aos funcionários o acesso aos dados a partir dos seus próprios dispositivos.

Como garantir uma boa gestão e otimização da rede para assegurar não só o cumprimento dos níveis de serviço, mas também a proteção do investimento e a manutenção dos custos operacionais mais baixos?

As tradicionais redes controladas por dispositivos de hardware tendem a diminuir e a tendência aponta para sistemas centralizados de software, capazes de monitorizar o seu desempenho. De facto, grande parte da solução para os desafios que as infraestruturas de rede enfrentam atualmente passa por um investimento em soluções que permitam uma monitorização e gestão em tempo-real das aplicações e ferramentas de uma forma simplificada e convergente. Qual o investimento necessário para ter estas ferramentas? Que competências são necessárias para as implementar, configurar e gerir com eficiência? Os CIOs e departamentos de TI são cada vez mais obrigados a transformar radicalmente os tradicionais modelos de gestão em prol de sistemas centrados no desempenho da rede, que permitem uma gestão de rede mais eficiente e proactiva, com reduzido risco empresarial, e que potenciam uma melhor previsão da evolução da infraestrutura com base na análise dos relatórios de monitorização da rede e aplicações.

Hoje em dia os CIOs são também confrontados com cenários empresariais onde coabitam distintos data centers, plataformas tecnológicas, redes e fornecedores. Cada um deles com os seus custos inerentes. É por isso igualmente importante que esta gestão e monitorização seja permanente e garantida em várias plataformas, nomeadamente a partir de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, para assegurar o correto funcionamento da rede a qualquer momento. Este cenário, envolve também a necessidade de a solução suportar todas as tecnologias e fabricantes, especialmente numa altura em que os orçamentos destinados às tecnologias de informação obrigam a uma otimização dos gastos e uma flexibilização das opções de escolha de produtos e fornecedores. Esta simplificação é cada vez mais importante devido ao facto de as operações de rede e dos próprios requisitos se tornarem mais complexos, fruto da crescente necessidade das empresas ligarem mais pessoas, dados, processos e dispositivos à rede.

Atualmente o rendimento é a palavra-chave, razão pela qual as empresas têm que ter à disposição as melhores ferramentas, com a melhor relação qualidade/preço, assim como a capacidade para redimensionar os recursos da sua empresa, sempre que necessário.

Pedro Morão, Director de Marketing & Desenvolvimento de Negócio da NextiraOne 


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