Estudo revela que Tecnologias ajudam consumidores a comprar mais rapidamente

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De acordo com o Observador Cetelem, cerca de 30% dos consumidores acreditam que tomam decisões de compra mais rapidamente do que há cinco anos. Questionados sobre quais os fatores que aceleram a tomada de decisão, 16% dos consumidores europeus afirmaram que “as tecnologias digitais facilitam a recolha de informação” e 20% admitiram “comprar mais online, para não ter necessidade de deslocação”.

Apesar da crescente influência das novas tecnologias na decisão de compra, o preço continua a ser determinante. Assim, os dois principais fatores que explicam a aceleração de determinadas decisões de compra são argumentos de poder de compra. “Comprar exclusivamente em função do preço” (37%) e “procurar ofertas especiais” (34%) surgem como principais fatores uma decisão de compra mais rápida.

Paradoxalmente, as novas tecnologias podem também atrasar o momento da compra. Quando a tomada de decisão de compra é mais demorada, o tempo gasto na pesquisa de informação na Internet ou em lojas é um fator determinante. Nesse sentido, “a necessidade de tempo para garantir que se fez uma boa escolha” é referida por 43% dos consumidores europeus. “Esperar pelas ofertas especiais” como vendas flash ou saldos faz com que 40% dos inquiridos façam as suas compras menos rapidamente do que antes.

Quanto ao tempo dedicado às compras varia consoante a categoria do produto. No caso dos produtos alimentares, artigos de bricolagem/jardinagem e produtos têxteis, o tempo gasto para pesquisar, obter informações e comprar o produto é, em média, de 1h30 a 2h. No caso de compras de eletrodomésticos, equipamento de TV, Hi-Fi ou vídeo, os consumidores precisam de mais de 3h.

Para as análises e previsões deste estudo foram inquiridos 8.719 europeus (pelo menos 500 indivíduos por país, com idade superior a 18 anos) através da Internet, em 12 países: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Reino Unido, Hungria, Polónia, República Checa, Eslováquia e Roménia. Os inquéritos foram realizados entre 4 de novembro e 2 de dezembro de 2014 pelo Observador Cetelem, em parceria com a sociedade de estudos e consultoria BIPE, com base num inquérito barométrico conduzido pela TNS Sofres.


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Patricia Fonseca

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