Estudo revela que Consumir é “participar no apoio à economia” para 70% dos portugueses

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No seu mais recente estudo, o Observador Cetelem questionou os europeus sobre os conceitos que estes associam ao consumo e concluiu que os portugueses estão entre os que mais veem o consumo como uma forma de “participar no apoio à economia” (70% vs média europeia de 63%). Ainda assim, “garantir o conforto necessário” (88%) e “obter prazer de vez em quando” (72%) foram os argumentos mais referidos pelos portugueses.

De uma forma geral, observando o total de países analisados, é possível verificar que o bem-estar é constantemente referido pelos consumidores europeus. Efetivamente os argumentos “obter prazer de vez em quando” e “garantir o conforto necessário”, referidos por mais de 80% dos inquiridos, lideram o top dos conceitos associados ao consumo.

O estudo mostra ainda que a associação do consumo ao prazer, apesar de existente, é menos percetível nos países da Península Ibérica do que no resto da Europa. De facto, em Espanha e Portugal, o consumo é menos visto como uma forma de “obter prazer de vez em quando” (73% vs média europeia de 84%).

«Apesar da crise, os consumidores não renunciaram ao prazer, mas parecem mais maduros e dispostos a controlar o seu consumo. No caso dos países mais afetados pela crise, como é o caso de Portugal, é curioso constatar que existem mais consumidores a encararem o consumo como uma forma de participar no apoio à economia», explica Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

Para as análises e previsões deste estudo foram inquiridos 8.719 europeus (pelo menos 500 indivíduos por país, com idade superior a 18 anos) através da Internet, em 12 países: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Reino Unido, Hungria, Polónia, República Checa, Eslováquia e Roménia. Os inquéritos foram realizados entre 4 de novembro e 2 de dezembro de 2014 pelo Observador Cetelem, em parceria com a sociedade de estudos e consultoria BIPE, com base num inquérito barométrico conduzido pela TNS Sofres.


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Patricia Fonseca

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