Estudo revela pouca confiança na evolução da economia portuguesa

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A EMC Portugal, em parceria com a IDC Portugal, realizaram um estudo intitulado ”Transformação das TI nas organizações nacionais”. Este estudo teve como objetivo analisar os aspetos relacionados com os projetos de transformação do negócio e das tecnologias de informação, assim como o impacto desses projetos na função do Chief Information Officer.

Confrontados com a questão da transformação do negócio e a deterioração das condições da atividade económica no território nacional, a maioria das organizações inquiridas mostra-se pouco confiante (53%) ou nada confiante (31%) na evolução da economia nacional nos próximos meses. Neste contexto, não será de estranhar que a esmagadora maioria das organizações nacionais já tenha adotado ou tenha iniciado recentemente processos de transformação do negócio. A esmagadora maioria das organizações (90%) definiu a identificação/redução de custos como uma das principias medidas a adotar para alcançar os seus objetivos de contornar a crise económica e tornar-se mais competitiva.

A maioria das organizações (84%) que atravessaram processos de transformação do negócio sublinham que o projeto foi concluído dentro das expectativas, enquanto apenas 9% das empresas inquiridas referiu que o processo foi concluído abaixo das expectativas iniciais e 6% evidenciaram que o processo ficou acima das expectativas iniciais.

Relativamente ao papel do CIO os responsáveis inquiridos mostram-se divididos no que diz respeito ao papel desempenhado pelo departamento de TI no interior das suas organizações. A maioria dos inquiridos (54%) afirma que o departamento de TI deve suportar e possibilitar as iniciativas de negócio, enquanto os restantes (46%) consideram que o papel do departamento de TI deve ser o de identificar oportunidades de negócio que possam ser iniciadas através das TI.

Este inquérito procurou ainda identificar a distribuição de tempo dos responsáveis dos departamentos de TI das organizações nacionais com o objetivo de identificar se esta realidade refletia o alinhamento entre o negócio e as TI. Assim, os dados compilados permitem-nos constatar que os inquiridos dedicam cerca de 36% do seu tempo à interação com a sua equipa, enquanto 25% é despendido na interação com os outros executivos da organização. O restante tempo é consagrado à interação com outros colaboradores da organização, com fornecedores e com parceiros de negócio.

Através deste estudo procurou-se ainda identificar o modo como se encontravam repartidas algumas das atividades de TI essenciais para alcançar os objetivos de negócio das organizações, como sejam os casos da definição das prioridades de investimento em TI, a definição e desenho da solução para as necessidades de negócio, a definição das soluções corporativas e departamentais, decisão sobre a qualidade das soluções e dos riscos de segurança e privacidade aceitáveis, a seleção dos fornecedores, a negociação e gestão das soluções de fornecedores, a configuração dos sistemas, a gestão dos projetos que envolvem tecnologia e a gestão dos sistemas em produção. Assim, a análise dos dados permitiu constatar que, na maioria das organizações, a generalidade destas atividades começam a ter o envolvimento conjunto do negócio e do departamento de TI. Enquanto as atividades mais tecnológicas – configuração dos sistemas, gestão de projetos e gestão dos sistemas em produção – ainda continuam a ter forte envolvimento do departamento de TI na maioria das organizações, algumas das atividades – definição e desenho das soluções, decisão sobre a qualidade das soluções e definição sobre soluções corporativas e departamentais – começam a ter uma responsabilidade partilhada entre o departamento de TI e o negócio.

Por último, o estudo procurou ainda avaliar o alinhamento existente entre a importância de determinados objetivos das TI para a organização e a eficácia do departamento para alcançar estes objetivos. Assim, a análise das respostas dos inquiridos permitiu constatar que existe um forte alinhamento entre os objetivos e a eficácia do departamento de TI para os alcançar.

Este estudo foi efetuado junto das 250 Maiores Empresas, e também baseado na realização de um conjunto de eventos realizados ao longo de 2012 – CIO Connect – que contaram com a participação de responsáveis dos departamentos de tecnologias de informação destas empresas.


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Patricia Fonseca

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