Estudo Regus revela que 63,7% dos portugueses considera que trabalhar nos cafés põe confidencialidade em risco

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Os colaboradores globais aproveitam o tempo entre deslocações para fazer telefonemas e, em deslocações mais longas, consultar e-mails e ler documentos. O facto de muitas vezes o fazerem em público coloca em risco a privacidade do trabalho, é o que constata um estudo realizado pela Regus Business Centers, com base em entrevistas a mais de 22.000 colaboradores em 100 países. Segundo os portugueses, os cafés (63,7%) são os locais considerados como mais propensos a serem palco de quebras de confidencialidade, por falta de privacidade de trabalho.

Para os profissionais portugueses, a privacidade das conversas e dos documentos encontra-se comprometida também quando se está a bordo de um avião (50,4%), num lounge ou bar de hotel (48,7%), comboio (42,5%) ou num business lounge de um aeroporto (39,8%).

Os resultados globais do estudo da Regus, provenientes dos 22.000 colaboradores, indicam que, neste âmbito, os locais mais perigosos são os cafés (59%), seguidos dos lounges e bares dos hotéis (50%).

Nas deslocações diárias entre casa e o local de trabalho, os transportes públicos também são arriscados, como os comboios (42%). As viagens de negócio colocam informações confidenciais expostas nos aviões (46%), visto que tanto quem está ao seu lado ou atrás pode facilmente ler o que está no computador, sendo os aeroportos (44%) também indesejáveis para trabalhar matérias delicadas.

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O estudo da ComRes, empresa especializada em estudos de mercado, em setembro de 2013, constatou que a “espionagem empresarial” é uma realidade mundial, com metade dos adultos franceses preocupados com a privacidade dos seus documentos nos transportes e 38% a admitir que em algum momento conseguiram ver informação confidencial de outras empresas.

Também uma pesquisa da empresa Ironmountain confirma que, para os colaboradores do Reino Unido, os comboios e os aviões são os principais locais com menos privacidade, contra 20% que atestam ser os aeroportos. Adicionalmente, o estudo Protecting sensitive company information from the commuter, datado de outubro de 2013, declara que a possibilidade de exposição de informações profissionais através de dispositivos móveis preocupa os colaboradores, mas que também os documentos impressos são, frequentemente, abandonados ou perdidos sem possibilidade de recuperação.


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Patricia Fonseca

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