Estudo IBM analisa o comportamento da Geração Millennials no local de trabalho

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Um novo estudo do Instituto for Business Value (IBV) da IBM sobre o comportamento da Geração Millennials (ou Geração Y) no local de trabalho dá conta que os colaboradores mais novos das empresas são mais profissionais e ambiciosos do que habitualmente se pensa.

Os resultados do estudo multigeracional global “Mitos, exageros e verdades incómodas” revelam que a principal diferença entre a Geração Millennials e a geração anterior é a sua proficiência digital, uma vez que já nasceu e cresceu imersa no mundo digital. Mas, no que respeita a objetivos de carreira, reconhecimento, estilos de liderança, relacionamento e trabalho de equipa, o estudo mostra que partilha as mesmas expetativas e comportamentos que os colaboradores da Geração X e, ainda mais atrás, do Baby Boomer.

Em 2020, os Millennials serão aproximadamente 50% da força de trabalho nos Estados Unidos. Assim sendo, dentro dos próximos cinco anos esta geração irá exercer cada vez mais influência sobre as decisões das empresas, ocupando lugares de liderança e assumindo, no fundo, um papel preponderante como força de trabalho. Esta mudança vai acontecer, e é preciso criar o ambiente de trabalho apropriado que permita maximizar os pontos fortes e exclusivos desta geração.

O IBM Institute for Business Value analisou as características dos Millennials e chegou às seguintes conclusões:

Mito 1: Os objetivos e expetativas de carreira dos Millennials são irrealistas. Pelo contrário, querem segurança financeira e criar um impacto positivo no local de trabalho, tal como os colegas mais velhos.

Mito 2: Os Millennials querem ser venerados e acham que todos deviam merecer um troféu. Para esta geração, a ideia de chefe perfeito não é o de alguém que lhes está sempre a dar pancadinhas nas costas. Preferem um chefe justo, correto e transparente. Quando questionados sobre se uma equipa de sucesso deve receber compensações, 55% da Geração Millennials concorda com a afirmação, em comparação com 64% da Geração X.

Mito 3: Os Millennials são viciados no mundo digital sem conseguirem estabelecer limites entre trabalho e lazer. Os Millennials não estão tão disponíveis a usar os seus perfis sociais para fins comerciais, ao contrário dos Baby Boomers. Os primeiros têm uma estratégia pessoal de social media bem definida, sabem o que querem comunicar, onde e como.

Mito 4: Os Millennials não conseguem tomar decisões sozinhos. Os Millennials valorizam as ideias dos colegas, mas não procuram mais ajuda na hora de tomar decisões de trabalho do que a Geração X. E, apesar de acharem que é sempre importante procurar o consenso, a maioria acredita que os seus superiores são os mais qualificados a tomar decisões de negócio.

Mito 5: Os Millennials têm mais facilidade em deixarem o emprego caso não se sintam realizados ou este não vá de encontro às suas aspirações. A geração Millennials muda de emprego pelas mesmas razões que as outras gerações. Ao contrário do que habitualmente se pensa, estes colaboradores nascidos depois de 1982 não se despedem facilmente apenas com o objetivo de seguirem a sua paixão. Na verdade, a Geração Y (Millennials), a Geração X e os Baby Boomers mudam de emprego preferencialmente para ganharem mais dinheiro ou trabalharem num ambiente mais inovador.

Neste sentido, os empregadores não devem basear-se em estereótipos geracionais mas sim em análises concretas e assertivas de modo a conhecerem melhor os colaboradores como indivíduos, aproveitando ao máximo as suas capacidades. De acordo com o IBV, aplicando analítica à força de trabalho vai permitir que as empresas encontrem padrões de comportamento e de trabalho, ajudando os líderes de Recursos Humanos e de negócio a tomarem decisões mais inteligentes e eficazes e assim melhorarem os resultados de negócio.

Para este estudo multigeracional, o IBV entrevistou cerca de 1.800 colaboradores de empresas de todas as dimensões, em 12 países. Além disso, a investigação foi realizada através de um chat no Twitter, de discussões em grupo e de entrevistas presenciais.


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Patricia Fonseca

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