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Leak Business

Estratégia da Cisco para o Data Center Vira-se para as Aplicações

Patricia Fonseca

Publicado a

A Cisco apresentou durante o Cisco Live, que decorreu em Orlando (Estados Unidos), uma arquitectura de rede revolucionária para data centers. Concebida para dominar na era Application-Centric Infrastructure, a arquitectura da Cisco pretende transformar os data centers de modo a que estes consigam lidar com as exigências das aplicações acuais e futuras na era Cloud.

A chegada ao mercado da nova solução foi acelerada pelo investimento da Cisco na Insieme Networks. A transição para uma infra-estrutura centrada em aplicações vai dar aos departamentos de TI a possibilidade de implementar rapidamente aplicações de negócio para os utilizadores finais, com um modelo operacional mais simples, infra-estrutura segura escalável e custos optimizados. Isto exige uma infra-estrutura aberta, programável e automatizada, pronta para enfrentar os desafios do desenvolvimento de modelos para a cloud e das aplicações Big Data.

A Cisco anunciou também duas adições inovadoras ao portfólio Unified Fabric. Em primeiro lugar, o Dynamic Fabric Automation (DFA), que automatiza o aprovisionamento de rede e simplifica a gestão de sistemas fabric para maior eficiência e escala. Em segundo, extensões para o Nexus 7000 com novos switches Nexus 7700 Series e novos módulos F3 Series I/O que garantem escalabilidade 40G/100G, com o conjunto mais completo de funcionalidades de switching no data denter.

Os principais atributos da nova arquitectura são:

  • Velocidade das aplicações (qualquer carga de trabalho, em qualquer lugar): O tempo de disponibilização de aplicações será menor por se tratar de uma infra-estrutura de rede totalmente automatizada e programável.
  • Uma plataforma aberta comum para a infra-estrutura física, virtual e de cloud: A arquitectura vai permitir a completa integração de aplicações físicas e virtuais, uniformizando o acesso no endpoint, ao mesmo tempo que garante flexibilidade do software e desempenho, escalabilidade e visibilidade do hardware em aplicações cloud, distribuídas, nativas (bare-metal), virtualizadas e de múltiplos fornecedores.
  • Arquitectura de sistemas: Uma abordagem holística simplificada com a integração de infra-estrutura, serviços e segurança, a par de telemetria em tempo real e expansibilidade para serviços futuros.
  • Política comum de gestão e operações: Uma política comum de gestão e um modelo operacional potenciam a automação de toda a rede, da segurança e das equipas de aplicações, o que, no futuro, será extensível ao armazenamento e à computação.
  • APIs abertas, open-source e múltiplos fornecedores: Suporte para um vasto ecossistema de parceiros, equipados com um amplo conjunto de APIs abertas.
  • O melhor dos dois mundos – cliente e fornecedor: Uma abordagem equilibrada permite um ritmo mais rápido na inovação e na adopção por parte do cliente, garantindo em simultâneo a migração para uma infra-estrutura centrada em aplicações (Application Centric Infrastructure) plenamente preparada para o futuro. Esta abordagem resulta em optimizações de preço, desempenho, densidade, segurança e potência, ao mesmo tempo que assegura a protecção do investimento já efectuado em infra-estruturas cabladas através da inovação na área dos ópticos. À medida que os clientes migram para 40G hoje e 100G no futuro, esta abordagem permite-lhes optimizar os seus gastos financeiros e operacionais.

Unified Fabric

A Cisco está a introduzir melhorias no seu actual portfólio Nexus, fazendo evoluir o Unified Fabric no sentido de oferecer maior escalabilidade, agilidade e facilidade de gestão da rede. Estas melhorias incluem aprovisionamento simplificado, melhorias na gestão e novos switches.

As inovações Cisco ao nível da Dynamic Fabric Automation (DFA) incluem:

  • Infra-estrutura de fabric optimizada para melhor eficiência e escala: Topologias spine-leaf optimizadas com forwarding melhorado, control plane distribuído e integração física e virtual tornam possível a mobilidade contínua entre máquinas virtuais e máquinas físicas, em qualquer rede, em qualquer lugar, bem como a extensão da rede. Assegura também maior resiliência, com menos falhas ao nível dos domínios, e estruturas multi-tenant com mais de 10 000 clientes/rede.
  • Gestão simplificada de sistemas fabric com APIs abertas para maior simplicidade operacional: O Cisco Prime DCNM 7.0 permite a gestão centralizada de sistemas fabric, incluindo aprovisionamento automatizado da rede, um ponto de acesso ao fabric comum e visibilidade de hosts, tenants e rede. As APIs abertas permitem uma melhor integração com ferramentas de automação e orquestração, em adição às plataformas cloud.
    • Cisco Prime Data Center Network Manager (DCNM) 7.0: Um só ponto de gestão automatiza e simplifica a implementação de infra-estruturas, permite o aprovisionamento dinâmico de infra-estrutura para instalação de máquinas virtuais (VM) e fornece ferramentas de identificação e resolução de problemas.
    • Cisco Prime Network Services Controller 3.6: Cria serviços de rede de forma dinâmica, comunica com o VMware e o Cisco Nexus 1000V e transmite informação importante ao DCNM.
  • Aprovisionamento automatizado para maior agilidade: Permite o aprovisionamento e automatização da rede com o objectivo de simplificar a implementação e movimentação de tanto servidores físicos como de máquinas virtuais. Partindo de templates de perfis de rede, são automaticamente criados exemplos de Políticas de Rede, que depois se aplicam à rede quando a administração de sistemas define o aprovisionamento de recursos para as MV e MF (máquinas virtuais e máquinas físicas). À medida que as MVs se deslocam no fabric, a Política de Rede é aplicada automaticamente ao switch leaf.

Em conjunto, estas novidades oferecem vantagens significativas por comparação com melhorias apenas no software ou nas redes físicas de forma isolada.

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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