Entrevista Pedro Nobre: IT Solutions Architect da Schneider Electric Portugal

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Os centros de dados em Portugal já apresentam índices de maturidade aceitáveis ao nível da robustez, redundância e eficiência. Porém, em tempo de crise económica a modernização dos data centers tende a ficar esquecida? Foi para dar resposta a esta e a outras questões que a Leak Business esteve à conversa com o especialista Pedro Nobre, IT Solutions Architect da Schneider Electric Portugal.

Patrícia Fonseca – Qual é o estado da maioria dos data center em Portugal relativamente à maturidade?

Pedro Nobre – Actualmente, e fruto da tomada de consciência coletiva nesta matéria, amplamente reforçada nos últimos 10 anos, podemos afirmar que uma grande maioria dos Centros de Dados em Portugal, já apresentam índices de maturidade bastante aceitáveis, tendo em conta padrões de robustez, redundância e eficiência.

P.F – Os data center têm vindo a sofrer diversas evoluções para darem resposta às solicitações e à complexidade imposta pelas empresas que deles necessitam. Quais os principais desafios?

P.N. Os principais desafios centram-se em 3 pontos base:

  • Maior capacidade de resposta da infraestrutura às constantes mudanças nas TICs (mudanças de parque de servidores, consolidação, virtualização, etc). Para tal, tem-se vindo a apostar nos últimos anos em soluções modulares, capazes de ajustar a infraestutura aos acréscimos e/ou descréscimos de potência requerida pelo parque de TIs.
  • Melhoria dos índices de eficiência do Centro de Dados. Nesta área, a aposta em soluções modulares e em arrefecimento de proximidade, recorrendo em alguns casos a contentorização térmica, foram as soluções mais procuradas para fazer face a estas necessidades.
  • Melhoria nos sistemas de gestão, com especial enfoque nos últimos 3 anos em soluções DCIM (Datacenter Infrastructure Management), as quais permitem efetuar atualmente uma gestão avançada dos Centros de Dados, muito para além da tradicional monitorização. Nesta área, salienta-se a análise preditiva de capacidades, ligação a sistemas de workflow, alocação de custos (“billing”), TT, etc, análise de eficiência global e setorial, aproximação dos sistemas de gestão ao negócio, auxiliando na tomada de decisões, entre outros.

P.F – Em tempo de crise económica a modernização dos data centers tende a ficar esquecida?

P.N –  No mercado português, tem-se assistido a um misto: por um lado, existem organizações que, fruto de constrangimentos orçamentais, relegam para segundo plano reestruturações de fundo na infraestrutura; noutro extremo, existem organizações que apostam nesta altura na modernização da infraestrutura dos Centros de Dados, com o intuito de melhorar essencialmente os índices de eficiência e diminuir assim os seus custos operacionais. No entanto, é certo que o primeiro cenário tem sido preponderante nos últimos 5 anos.

P.F. – A eficiência energética é um tópico na ordem do dia. Quais são os principais problemas que as empresas enfrentam quando pretendem tornar os seus data centers actuais mais ecológicos?

P.N. – Diria que o tema “ecológico”, sendo importante, só é tido em conta pelos decisores das organizações porque felizmente este está intimamente relacionado com a diminuição de custos operacionais.

Os principais problemas prendem-se obviamente com a capacidade de investimento, sendo que alguma resistência à mudança por parte das pessoas e o impacto operacional são também fatores importantes quando se pensa numa reestruturação da infraestrutura dos Centros de Dados.

P.F. – Onde pode a Schneider Electric ajudar?

P.N. – A Schneider Electric é lider em Portugal no desenho e implementação de Centros de Dados, sendo também um player muito importante no tema da eficiência energética (não só ao nível dos Centros de Dados, mas também ao nível dos edifícios e indústria).

A sua contribuição pode ser enumerada em duas vertentes:

  • Serviços: consultoria/auditoria, implementação e operação.
  • Produtos e soluções: em que são fornecidas soluções “end to end” desde os postos de transformação até às tomadas dos equipamentos.

P.F. –  O facto de hoje em dia se falar tanto na cloud tem contribuído para colocar os data center na ordem do dia?

P.N. – Claramente e a Schneider Electric tem vindo a adaptar-se a estas novas tendências, respondendo com soluções inovadoras no mercado, centrando o seu esforço de oferta em soluções “end to end” chave-na-mão, com enfoque nas três áreas referidas na 2ª questão.

P.F. – De entre a panóplia de produtos e soluções disponibilizadas pela Schneider Electric, quais as que têm maior solicitação em Portugal?

P.N. – Sem dúvida as soluções InfraStruxure, complementadas com o portfólio de serviços chave-na-mão que nos têm vindo a diferenciar de outros fabricantes nesta área nos últimos anos.


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Patricia Fonseca

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