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Empresas nacionais escolhem firewalls como principal ferramenta de segurança

A Exclusive Networks Portugal deu a conhecer um estudo que mostra que as empresas portuguesas estão a reforçar a sua segurança com recurso a soluções mais atuais e completas.

As Firewalls da Próxima Geração representam 57% das escolhas das empresas nacionais. O estudo da Exclusive Networks mostra que as Firewalls são vistas como uma das principais ferramentas de segurança deste setor, razão pela qual estão a registar um forte crescimento. As Firewalls Tradicionais representam 39 por cento. Do total de inquiridos, apenas uma empresa disse não usar Firewall.

O relatório indica ainda que apesar de os antivírus se manterem como uma das primeiras ferramentas adotadas pelas empresas, existe uma crescente migração dos designados antivírus de rede (35%) para soluções de segurança end point (62%). No que diz respeito às soluções antispam, as empresas portuguesas continuam a preferir as appliances. Praticamente 70% dos inquiridos revelam usar appliances como método antispam, enquanto apenas 27% usam soluções cloud nesta área.

As soluções de segurança Proxy Web Standalone reúnem a preferência de 70% dos inquiridos. Seguem-se a Proxy Web na Web, com 27%. Das empresas inquiridas, 27% revelaram não usar Proxy Web. A maioria das companhias também não usa APTs (54%). Entre os que adotaram esta tecnologia, 23% usa APTs dedicados e 23% APTs Integrados.

As respostas mostram-se mais equilibradas relativamente às aplicações DDOS. De acordo com o estudo, 35% das empresas usam aplicações dedicadas e outros 35% preferem aplicações integradas. 30% dos inquiridos não utilizam esta solução. 50% das empresas responderam não ter soluções DLP. Das que têm, 23% usam soluções dedicadas e 27% soluções integradas.

A segurança móvel está no topo das preocupações das empresas portuguesas este ano (30%), devido ao facto de cada vez mais colaboradores utilizarem os seus equipamentos móveis pessoais dentro das redes empresariais. Seguem-se as áreas de APT/Sandbox e Modern Malware e de segurança aplicacional, ambas com 18,5% das respostas. A Cloud e a área de DDOS/Denial of Service são aquelas que menos preocupam as empresas nacionais.

Neste contexto, os inquiridos elegeram as áreas de APT (30%) e Gestão de segurança End Point (26%) como prioritárias para 2016, em termos de reforço de segurança. Apesar de o tema da cloud surgir no fundo da lista anterior, aparece em terceiro lugar na tabela de prioridades estratégicas para este ano (18,5%).

Questionadas sobre a forma como veem a evolução do departamento de TI da sua organização na área da segurança em 2016, 41% das empresas nacionais preveem um reforço tecnológico, um aumento da contratação de serviços externos e uma maior aposta na formação. A implementação de certificações é um tema que não reúne consenso. Das soluções apontadas pelo estudo, a ISO 270001 foi aquela que reuniu mais votos, com 22%, seguida pela proteção de dados com 18,5%. No entanto, 52% das empresas admitiram adquirir outras certificações que não estavam listadas pelo estudo.

“O estudo mostra-nos que as empresas nacionais não só estão cada vez mais preocupadas com a segurança, como estão a avançar com importantes estratégias preventivas e bem definidas nesta área. As redes empresariais enfrentam cada vez mais ameaças, nomeadamente agora com a mobilidade, e como tal é essencial que as companhias modernizem as suas soluções de segurança e protejam a sua infraestrutura. Só assim conseguirão proteger também o seu negócio”, disse Elizabeth Alves, Business Development Manager da Exclusive Networks.

O relatório de segurança da Exclusive Networks foi elaborado junto de 27 empresas nacionais, de várias áreas, que responderam a um inquérito online. A análise teve em conta as principais tendências do mercado de segurança tecnológica.


Patricia Fonseca

Patricia Fonseca

Viciada em tecnologia, entrou para a equipa em 2012 e é responsável pela Leak Business, função que acumula com a de editora da Leak. Não dispensa o telemóvel nem o iPod e não consegue ficar sem experimentar nenhum dispositivo tecnológico.

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