Empresas de Crescimento Elevado geram quase 10% do novo emprego

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As Empresas de Crescimento Elevado (ECE) são responsáveis por 9,4% do emprego criado pelo total de empresas no período 2009-2012, apesar de representarem apenas 0,3% deste universo.

As conclusões são de um estudo da Informa D&B, segundo o qual, no período analisado – 2009 a 2012 – estas empresas aumentaram em 154% o seu número de empregados, em 85% o volume de negócios e em 176% as exportações. As ECE são empresas que apresentam um crescimento orgânico médio anual de empregados superior a 20% durante 3 anos consecutivos e que têm, no mínimo, 10 empregados no início do período analisado.

Entre 2009 e 2012 foram contabilizadas 847 ECE, que representam 0,3% das empresas do tecido empresarial e 2,4% das empresas com 10 ou mais empregados. Segundo Teresa Cardoso de Menezes, diretora geral da Informa D&B, “as ECE são muito relevantes no estímulo que trazem à economia. Este pequeno número de empresas tem uma elevada contribuição para a criação de emprego e entre 2009 e 2012 geraram 51 mil empregos, o que equivale a 9,4% do emprego criado.”

Serviços são o setor que cria mais emprego nas ECE´S

As ECE’S encontram-se em todos os setores de atividade. As Indústrias transformadoras são o setor que concentra mais ECE (195 empresas), seguidas pelos Serviços (190) e pela Construção (100). Os empregos criados nas ECE´S do setor dos Serviços representam 44% do total, seguidos pela Indústrias Transformadoras com 16% e a Construção com 8,3%.

Os setores com taxas mais elevadas de ECE são as Telecomunicações (6,3%), a Agricultura, Pecuária, Pesca e Caça (5,2%) e o Gás, Eletricidade e Água (4,5%).

Norte é a região com mais ECE e Lisboa é onde criam mais emprego

A taxa de ECE por região é muito semelhante em todo o país, sendo o Alentejo, os Açores e o Norte as regiões que apresentam as percentagens mais elevadas de ECE por região (2,8%; 2,8% e 2,6% respetivamente).

A região Norte é a que concentra o maior número de ECE ( 338) seguida de Lisboa ( 232) e Centro ( 158). Se a região Norte é a que concentra mais ECE, são as ECE da região de Lisboa que criam mais empregos representando 50% dos empregos criados. As regiões Norte e Centro representam respetivamente 25% e 13% dos novos empregos. 

“As ECE têm uma elevada relevância para a economia local. Mesmo num tecido empresarial relativamente díspar geograficamente, a taxa de ECE é muito semelhante em todas as regiões. As ECE influenciam positivamente o crescimento do emprego, a inovação, a produtividade, e dinamizam a atividade económica das regiões onde estão presentes”, considera Teresa Cardoso de Menezes. 

ECE de pequena dimensão geram a maior fatia de emprego

A grande maioria (cerca de 98%) das ECE são PME, i.e. empresas com menos de 250 empregados; 87% das empresas têm menos de 50 empregados. São estas empresas, que têm entre 10 e 50 empregados, que criam a maior fatia (45%) do emprego criado pelas ECE

Também a quase totalidade (77%) das ECE não têm controlo acionista maioritário (i.e, um acionista com mais de 50% do capital ou empresa-mãe) sendo também as principais responsáveis pelo emprego criado pelas ECE (52%). Das restantes, 17% tem empresa-mãe nacional e 6% tem empresa-mãe internacional. 

Mercado externo é opção para metade das ECE

A exportação é escolha de 49% das ECE e as suas exportações corresponderam a 51% do seu volume de negócios no ano de 2012. As exportações foram indubitavelmente chave para o alcance do estatuto de ECE, já que cresceram 176% entre 2009 e 2012.

Maioria das ECE tem mais de 5 anos e 19% são empresas Gazela

A esmagadora maioria das ECE (81%) tem mais de 5 anos de idade e estas empresas são responsáveis por 84% do emprego criado pelas ECE. Dentro das ECE destacam-se as empresas Gazela (19%) que têm, no máximo, 5 anos de idade no final do período e representam 16% do emprego gerados pelas ECE com taxas de crescimento ainda mais elevadas: +178% no número de empregados, + 153% no volume de negócio e 322% nas exportações.


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