De volta ao Futuro Digital para as Empresas Europeias

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O filme de culto de 1989, “Regresso ao Futuro II” previu, para 2015, um mundo repleto de pranchas flutuantes, carros voadores e sapatos que se atam sozinhos. Apesar de quase nenhuma destas previsões ter dado frutos, o ano de 89 assinalou uma mudança do paradigma na forma como trabalhamos e comunicamos, alterando-a para sempre, graças ao nascimento da World Wide Web. Hoje, 16 anos depois, torna-se então fulcral para as empresas compreender e, sobretudo, controlar o potencial do digital, para criar caminhos que confluam para a próxima onda de evolução tecnológica.

Actualmente, indivíduos, negócios e comunidades inteiras abraçam as vantagens da revolução digital. Aliás, num estudo recentemente patrocinado pela Ricoh Europe, 71% dos líderes empresariais afirmam esperar atingir um ponto de “maturidade digital”, que não é mais do que uma organização que utiliza ferramentas sofisticadas para melhorar o desempenho, demonstrando um compromisso com as iniciativas tecnológicas e processos geridos digitalmente, em apenas 4 anos.

Desta forma, é perceptível a confiança que estes líderes colocam na digitalização e na sua capacidade para desenvolver as tomadas de decisão negociais, ao mesmo tempo que se fomenta o crescimento. É uma atitude encorajadora, estabelecendo o caminho para um crescendo no ritmo da transformação digital.

Contudo, existem obstáculos por ultrapassar. Parte da razão subsiste na forma como as tecnologias digitais são dadas como garantidas, de tão familiares que se tornaram na nossa vida. Isto significa que não estamos a aproveitar ao máximo o seu potencial, até porque ferramentas como e-invoicing ou e-procurement podem não ser revolucionárias, mas nos bastidores podem fazer uma diferença enorme na eficiência de negócio e de processos, com um papel significativo a desenvolver o crescimento e competitividade na Europa.

Numa escala bastante maior, a Comissão Europeia prevê que a adopção de e-invoicing para aquisições ajudará a poupar mais de €2.3 mil milhões pela União Europeia1. A mudança para uma maior digitalização de processos críticos para o negócio pode ser, no entanto, um conceito avassalador para as pequenas empresas.

Porém, é justamente por esta razão que a digitalização faz sentido, até porque, para uma pequena ou média empresa, toda a mudança, seja qual for o seu tamanho, causa um grande impacto. Diversas organizações já se aperceberam deste facto e agarraram a oportunidade.

Um estudo patrocinado pela Ricoh demonstrou que as pequenas empresas Europeias abraçaram as iniciativas chave de transformação digital tais como a digitalização de documentos ou a capacidade de trabalhar em determinados documentos através de um dispositivo móvel. Para além disso, 79% das pequenas empresas referem que por terem posto em prática processos optimizados através de digitalização faz com que tenham atualmente uma vantagem competitiva.

Não é por acaso que o crescimento inteligente, determinado em parte pela economia digital, seja uma das três principais prioridades da European Commission’s Europe 2020 Strategy[i]. Para além disso é bastante estimulante observar que a nova Comissão Europeia prometeu criar as condições necessárias para um ambiente digital vibrante, e para fomentar o crescimento, a inovação e o progresso social, como parte do Work Programme para o próximo ano. Se devidamente alimentada e apoiada, a digitalização pode contribuir de forma significativa para estes objectivos bem como para o crescimento em vários sectores-chave, incluindo o sector da saúde, finanças, serviços públicos e educação.

É especialmente importante aumentar a digitalização no sector da educação. Os locais de trabalho do futuro precisam de iWorkers – colaboradores de confiança e qualificados com acesso 24/7 a todas as informações necessárias que lhes permitam dar resposta às necessidades do negócio e dos seus clientes – e será precisamente o sector da educação que irá favorecer futuramente este foco digital entre os líderes empresariais. Sabemos que os educadores Europeus são os mais optimistas e entusiastas relativamente aos benefícios da digitalização, comparativamente com outros sectores. Porém, a falta de uma consciência mais ampla sobre esses benefícios, as preocupações em torno de processos de mudança, e uma ausência do apoio vindo dos parceiros certos continuam a ser os principais obstáculos.

Propomos por isso fazer de 2015 o ano da mudança acelerada. Ao demonstrar as vantagens da existência de smart digital solutions em casa, na escola e no trabalho, podemos desbloquear economias e eficiências, o que permitirá definir o caminho que a Europa deverá seguir para alcançar uma maior prosperidade e crescimento. O que propomos pode não ser tão emocionante como a hover-board de Marty McFly, mas terá certamente um impacto muito mais duradouro.


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Patricia Fonseca

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